Um episódio classificado como ato de intimidação está sendo investigado pela Polícia Civil no Rio Grande do Sul. A vereadora Deza Guerriero (PP), conhecida pela atuação na causa animal, recebeu uma caixa com o corpo de um cachorro morto dentro da Câmara Municipal de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A entrega chegou acompanhada de um bilhete com a mensagem: “com carinho para proteger os animais”. Inicialmente, a parlamentar acreditava se tratar de um presente. Ao perceber o conteúdo, reagiu com espanto.
“Parece ser um corpinho, estou com medo”, disse ao abrir a embalagem. Em seguida, completou: “Meu Deus, alguém mandou um cachorro para mim. É um corpinho. Meu Deus, quem é que me mandou um corpo? Não acredito que me entregaram um corpo”.
A vereadora classificou o episódio como uma forma de violência e intimidação. “O que esse sujeito fez é terrorismo. Matar um animal e enviar o seu corpo como mensagem?”, afirmou em publicação nas redes sociais.
Segundo o gabinete, a caixa foi entregue por um motorista de aplicativo, que não teria envolvimento com o caso. O material foi encaminhado à Polícia Civil, que abriu investigação para identificar o responsável.
A Câmara Municipal também se manifestou oficialmente, reforçando a gravidade do ocorrido e classificando o episódio como “um ato de intimidação e violência inaceitável no ambiente democrático”.
A instituição informou que acionou forças de segurança e está colaborando com as investigações, inclusive com imagens de câmeras de monitoramento.
Após o caso, o Legislativo municipal anunciou mudanças nos protocolos de acesso ao prédio. A presidência da Casa afirmou que medidas adicionais foram adotadas para garantir a segurança de vereadores, servidores e visitantes.
A parlamentar agradeceu o apoio recebido dos colegas e reiterou o compromisso com sua atuação. “Eu só quero poder lutar pelos animais e fazer políticas públicas por eles”, disse.
Até o momento, não há informações sobre quem enviou a caixa ou qual teria sido a motivação direta. A Polícia Civil trabalha para rastrear a origem da entrega e identificar eventuais responsáveis.
O caso foi registrado por meio de boletim de ocorrência e segue sob apuração.
Reação nas redes levanta dúvidas (sem provas)
Enquanto o caso avança na esfera policial, a repercussão nas redes sociais tomou outro rumo. Parte dos usuários passou a questionar a veracidade do episódio, levantando hipóteses de encenação, sem qualquer evidência concreta até o momento.
Comentários variam entre desconfiança sobre a situação e críticas ao julgamento precipitado. Há também manifestações que defendem a necessidade de investigação antes de qualquer conclusão.
A circulação dessas opiniões expõe um fenômeno recorrente: a disputa narrativa em torno de casos sensíveis, em que a reação pública se divide entre indignação, ceticismo e especulação, muitas vezes antes mesmo da apuração oficial avançar.


