O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) colocou em operação o supercomputador Jaci, novo sistema de alto desempenho que marca um salto estratégico para a ciência brasileira.
Inaugurado em Cachoeira Paulista (SP), o equipamento passa a ser a principal ferramenta nacional para previsão do tempo, modelagem climática, monitoramento ambiental e emissão de alertas de desastres naturais.
Batizado por votação popular, o Jaci substitui o antigo supercomputador Tupã e possui capacidade de processamento 24 vezes maior, permitindo análises mais rápidas, detalhadas e precisas sobre fenômenos como chuvas intensas, secas prolongadas e ondas de calor, cada vez mais frequentes no País.
O supercomputador é fruto de um investimento de R$ 30 milhões, realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) com recursos da Finep.
Segundo a ministra Luciana Santos, o Jaci representa o sistema de previsão de tempo e clima mais avançado já instalado no Brasil.
Além do impacto imediato nas previsões, o equipamento é o primeiro grande marco do Projeto Risc (Renovação da Infraestrutura de Supercomputação), que prevê até 2028 a modernização completa do Centro de Dados Científicos do Inpe, com novos supercomputadores, infraestrutura elétrica renovada, refrigeração mais eficiente e a implantação de uma usina fotovoltaica.
Com maior poder computacional, o Jaci viabiliza a operação plena do Monan, novo modelo brasileiro de previsão climática e oceânica, desenvolvido para representar com mais precisão as condições ambientais da América do Sul.
Esse avanço impacta diretamente áreas estratégicas como:
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Defesa civil, com alertas mais rápidos e confiáveis;
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Agricultura, com melhor planejamento diante de extremos climáticos;
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Gestão ambiental, incluindo monitoramento de desmatamento e eventos severos;
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Planejamento territorial e políticas públicas.
Segundo o Inpe, a nova infraestrutura amplia a capacidade nacional de antecipar cenários críticos e reduzir riscos à população, especialmente em regiões vulneráveis.
Durante a cerimônia, o diretor do Inpe, Antônio Miguel Vieira Monteiro, destacou que o supercomputador simboliza um avanço institucional construído ao longo de décadas e reforça o papel estratégico do instituto para o Estado brasileiro.
Monteiro assumiu oficialmente a direção do Inpe durante o evento e afirmou que o novo ciclo busca reposicionar o instituto como referência em ciência climática, fortalecendo a soberania tecnológica e a produção de dados confiáveis para o País.
A ministra Luciana Santos reforçou que o investimento em supercomputação é essencial para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Segundo ela, a tecnologia não apenas fortalece a ciência nacional, mas também tem impacto direto na proteção de vidas.


