Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

Gol de Ferran Torres na prorrogação encerrou o sonho do tetracampeonato argentino e garantiu o segundo título mundial da seleção espanhola

A Espanha é a nova campeã do mundo. Em uma final marcada pelo equilíbrio, pela intensidade e por muita tensão, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), no Estádio Nova York–Nova Jersey, nos Estados Unidos, e conquistou o segundo título de sua história na Copa do Mundo.

O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos 106 minutos de jogo.

O triunfo encerra uma campanha consistente da equipe comandada por Luis de la Fuente, que voltou a colocar a Espanha no topo do futebol mundial 16 anos depois da conquista inédita na África do Sul, em 2010.

Embora o placar tenha permanecido zerado durante os 90 minutos regulamentares, a partida foi amplamente controlada pela Espanha.

A equipe europeia dominou a posse de bola, criou as melhores oportunidades e pressionou durante praticamente todo o confronto. A Argentina, atual campeã do mundo, teve enorme dificuldade para construir jogadas ofensivas e praticamente não ameaçou o gol defendido por Unai Simón.

A situação da Albiceleste ficou ainda mais complicada nos acréscimos do segundo tempo, quando Enzo Fernández foi expulso, deixando os argentinos com um jogador a menos para toda a prorrogação.

Mesmo em vantagem numérica, a Espanha encontrou pela frente uma atuação inspirada do goleiro Emiliano Martínez, que realizou diversas defesas importantes e adiou o gol espanhol durante boa parte da decisão.

A insistência espanhola foi recompensada aos 106 minutos.

Após uma jogada construída pelo lado direito, Pedro Porro iniciou a ação ofensiva e Nico Williams participou da construção antes de Ferran Torres finalizar para marcar o único gol da partida e garantir o título mundial para a Espanha.

O atacante já havia balançado as redes anteriormente, mas um lance acabou invalidado pela arbitragem com auxílio da tecnologia de impedimento semiautomático.

Confira o gol de Ferran Torres para a Espanha:

Fim do sonho argentino

A derrota encerrou a campanha da Argentina, que buscava conquistar o bicampeonato consecutivo, feito que não acontece desde a seleção brasileira de 1958 e 1962.

A equipe de Lionel Scaloni chegou à decisão após eliminar Inglaterra, Suíça, Egito e Cabo Verde no mata-mata e tinha em Lionel Messi, artilheiro da competição, sua principal esperança para levantar a quarta taça mundial.

Na final, porém, o camisa 10 encontrou uma defesa espanhola muito organizada e teve poucas oportunidades para decidir.

A Espanha confirmou o favoritismo construído ao longo do torneio.

Depois de superar a Áustria por 3 a 0 nas oitavas de final, eliminou Portugal por 1 a 0, venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas e derrotou a França por 2 a 0 na semifinal antes de superar a Argentina na grande decisão.

Ao longo da competição, a equipe se destacou pelo forte sistema defensivo, pela qualidade na circulação da bola e pelo equilíbrio coletivo, com jogadores como Rodri, Lamine Yamal, Dani Olmo, Fabián Ruiz, Marc Cucurella e Mikel Oyarzabal desempenhando papéis fundamentais na campanha.

Segundo título mundial da Espanha

Com a conquista, a Espanha levanta sua segunda Copa do Mundo, repetindo o feito alcançado em 2010, quando derrotou a Holanda na final disputada na África do Sul.

A campanha em 2026 consolida uma nova geração do futebol espanhol e confirma o país entre as principais potências da modalidade, encerrando uma Copa marcada pelo duelo entre diferentes estilos de jogo e pela expectativa em torno do possível último Mundial de Lionel Messi.

Veja a comemoração dos jogadores:

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