O governo dos Estados Unidos, sob comando do presidente Donald Trump, revogou a autorização da Universidade de Harvard para receber estudantes estrangeiros a partir de 2025.
A justificativa oficial alega que a instituição teria “conduta pró-terrorista” e vínculos com o Partido Comunista Chinês, acusações classificadas como infundadas pela universidade e por especialistas em educação superior.
A medida atinge diretamente cerca de 6.800 alunos internacionais, que foram orientados a deixar o país ou buscar transferência para outras instituições.
A decisão causou choque na comunidade acadêmica global, já que Harvard é considerada uma das universidades mais prestigiadas do mundo, referência em pesquisa e inovação.
Harvard reage e leva caso à Justiça
Em resposta, Harvard anunciou que entrou com uma ação judicial contra o governo federal, alegando que a medida viola a Primeira Emenda da Constituição, que protege a liberdade de expressão e a autonomia acadêmica.
A Justiça concedeu uma liminar temporária que suspende os efeitos da decisão, permitindo que os estudantes estrangeiros permaneçam matriculados até julgamento definitivo.
Ainda assim, o governo Trump ameaça cortar US$ 3 bilhões em subsídios repassados à universidade, o que ampliaria a crise financeira e institucional.
A decisão gerou repercussão mundial, com governos estrangeiros e entidades de educação condenando a medida. Para diplomatas, o ato representa não apenas um ataque à liberdade acadêmica, mas também uma ruptura na cooperação científica internacional.
Países como Reino Unido, Canadá e Alemanha já sinalizaram interesse em receber parte dos estudantes que ficarem impossibilitados de concluir seus cursos nos EUA.
O episódio ocorre em meio ao endurecimento da política migratória do governo Trump, que tem adotado medidas mais rígidas contra estudantes internacionais, especialmente aqueles vindos de países asiáticos e do Oriente Médio.
Especialistas alertam que a medida pode gerar um efeito dominó em outras universidades americanas, que temem novos cortes ou sanções. Além disso, pode afetar a imagem internacional dos EUA como destino preferencial para educação de excelência.
Harvard, por sua vez, reforçou em comunicado que seguirá defendendo “a ciência, a liberdade de expressão e o direito de todos os alunos a aprender sem barreiras políticas”.


