O conflito no Leste Europeu atingiu um novo patamar de tensão na noite desta quinta-feira (8 de janeiro de 2026). As forças de Vladimir Putin realizaram um ataque em larga escala contra a Ucrânia, utilizando o temido supermíssil Orechnik, um modelo balístico de alcance intermediário originalmente desenhado para guerras nucleares.
O alvo principal foi o maior depósito de gás subterrâneo da Europa, localizado em Strii, na região de Lviv, a menos de 100 km da fronteira com a Polônia, país membro da Otan.
O ataque, que empregou um total de 36 mísseis e 242 drones, causou mortes em Kiev e apagões em diversas regiões do país.
Segundo o Ministério da Defesa russo, a ação foi uma retaliação a uma suposta tentativa ucraniana de atingir uma residência de verão de Putin.
O presidente Volodimir Zelensky, no entanto, negou a acusação e afirmou que o uso da arma “invencível” de Moscou tem como objetivo real sabotar as negociações de paz que ocorrem entre os EUA e a Europa.
Poder de destruição do supermíssil hipersônico
O Orechnik (aveleira, em russo) atingiu o solo a uma velocidade de Mach 11 (cerca de 13,5 mil km/h). Vídeos gravados por moradores mostraram múltiplas ogivas independentes reentrando na atmosfera envoltas em plasma incandescente.
Pela velocidade brutal e trajetória fora da atmosfera, o míssil é considerado impossível de interceptar pelas atuais defesas antiaéreas da Ucrânia.
Embora tenha capacidade nuclear, as ogivas utilizadas neste ataque carregavam apenas munição convencional.
A demonstração de força ocorre em um momento crítico. Negociadores russos e americanos, incluindo o genro de Donald Trump, Jared Kushner, estiveram reunidos em Paris nesta semana para discutir termos de um cessar-fogo.
O ataque com o Orechnik é visto por analistas como uma sinalização de Putin a Trump: o Kremlin não aceitará termos que incluam a presença de forças de paz franco-britânicas em solo ucraniano.
Em resposta ao bombardeio, a chancelaria ucraniana convocou uma reunião de emergência com a Otan e o Conselho de Segurança da ONU para esta sexta-feira (9).
O clima de incerteza aumenta com a proximidade de 5 de fevereiro, data em que vence o último tratado de armas estratégicas entre as potências. Trump já sinalizou que não pretende estender o acordo, afirmando ao New York Times: “Se expirar, expirou”.



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