O Ministério do Planejamento e Orçamento confirmou que o salário mínimo em 2026 será de R$ 1.621.
O valor representa um aumento de R$ 103 em relação ao piso atual, de R$ 1.518. A mudança passa a valer a partir de janeiro de 2026, mas o reajuste será percebido pelo trabalhador no salário pago em fevereiro.
O reajuste corresponde a 6,78%, calculado com base na política de valorização que combina inflação acumulada e crescimento econômico.
O índice considera a variação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses até novembro, somada à expansão do PIB de dois anos antes, respeitando o limite de até 2,5% acima da inflação.
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) projetava um salário mínimo de R$ 1.630 para o próximo ano. No entanto, segundo o Planejamento, o valor final ficou abaixo da projeção porque a inflação registrou resultados menores do que o esperado.
O INPC teve alta de 0,03% em novembro e acumulou 4,18% nos últimos 12 meses.
O salário mínimo é uma variável central para o orçamento público e para a economia doméstica, já que serve de referência para benefícios como aposentadorias, pensão por morte, auxílios sociais e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A atualização anual impacta diretamente milhões de trabalhadores formais e informais, além de aposentados e pessoas atendidas por políticas sociais.
O governo federal reforça que a política de reajuste busca recompor o poder de compra do trabalhador e acompanhar o crescimento econômico, mantendo previsibilidade.
Os números mais baixos da inflação contribuíram para que o ajuste fosse menor que o previsto inicialmente na LDO, mas ainda superior à correção apenas inflacionária.
Com o novo valor definido, empresas, gestores públicos e trabalhadores passam a se organizar para o início do próximo ano, quando o salário mínimo de R$ 1.621 entrará oficialmente em vigor.


