Pablo Marçal é condenado pela segunda vez e fica inelegível por oito anos

Empresário e influenciador recebeu multa de R$ 420 mil por descumprir liminar e é acusado de abuso de poder econômico e uso indevido das redes sociais

A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o empresário e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) à inelegibilidade por oito anos, além de aplicar uma multa de R$ 420 mil.

A decisão, proferida pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, foi divulgada nesta quarta-feira (30). Esta é a segunda condenação de Marçal em 2025, ampliando as barreiras para uma eventual candidatura futura.

A ação foi movida pelo PSB, partido da deputada federal Tabata Amaral, adversária de Marçal nas eleições municipais de 2024. Segundo a legenda, o político e influenciador teria descumprido uma liminar que já proibia o impulsionamento de conteúdos eleitorais nas redes.

De acordo com a denúncia, Marçal promoveu concursos de cortes de vídeos em plataformas como o Discord, oferecendo prêmios em dinheiro a seguidores que ajudassem a ampliar sua visibilidade online.

A prática, considerada uma forma de impulsionamento irregular e abuso de poder econômico, é vedada pela legislação eleitoral brasileira.

O juiz destacou que houve “uso indevido dos meios de comunicação digital” com potencial para desequilibrar a disputa eleitoral, especialmente pela grande base de seguidores do influenciador.

Esta não é a primeira vez que Marçal enfrenta sanções na Justiça Eleitoral. Em abril deste ano, ele já havia sido condenado em outro processo por irregularidades na campanha de 2024.

Com a nova decisão, o empresário acumula dois reveses judiciais em menos de seis meses, consolidando sua situação de inelegibilidade até 2033.

A defesa de Pablo Marçal afirmou que vai recorrer da decisão ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) e, se necessário, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os advogados argumentam que a iniciativa de cortes foi espontânea dos apoiadores e não organizada diretamente pela campanha.

Enquanto isso, a condenação repercute no meio político, especialmente entre partidos que acompanharam de perto a disputa eleitoral de 2024. Para analistas, a decisão reforça a tendência de maior rigor no uso das redes sociais em campanhas.

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