A espanhola Aena ampliou sua presença no setor aeroportuário brasileiro ao vencer o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão) com uma oferta de R$ 2,9 bilhões.
A vitória reposiciona a companhia no mapa da infraestrutura aérea do país ao reunir, sob a mesma operadora, Galeão e Congonhas (SP), dois terminais estratégicos para o fluxo de passageiros.
Segundo a Reuters, o contrato dá à Aena o controle do Galeão até 2039, com possibilidade de extensão por mais 5 anos. O Galeão é descrito como o 3º aeroporto mais movimentado do Brasil, com 18 milhões de passageiros no ano anterior, e capacidade estimada em 37 milhões.
A empresa já operava 17 aeroportos no Brasil e afirmou ter encerrado 2025 com recorde de movimentação nesses terminais: 45,6 milhões de embarques e desembarques, alta de 5% em relação a 2024.
O que muda com o Galeão no portfólio da Aena
A Aena chega ao Galeão após um certame disputado e com um lance que superou o mínimo exigido. Além do valor pago no leilão, veículos de mercado informam que o modelo prevê obrigações de pagamento e regras associadas à exploração da concessão até 2039.
Na prática, a empresa passa a administrar um terminal com ambição de ampliar conectividade e recuperar protagonismo. A Reuters destaca que não há exigência de grandes expansões estruturais imediatas, como uma terceira pista, e cita que um teto de tráfego em Santos Dumont pode ajudar a deslocar parte da demanda para o Galeão.
Em São Paulo, o foco da concessionária está na modernização e ampliação de Congonhas, com obras previstas em etapas e entrega do novo terminal em junho de 2028, segundo comunicado da própria empresa.
Os projetos divulgados incluem aumento de capacidade e mudanças físicas no terminal, com reforço de áreas de embarque, pátio e infraestrutura de apoio.
Em cobertura setorial, a Aena é citada com planos de elevar a capacidade operacional para perto de 30 milhões de passageiros/ano, além de ampliar posições de parada de aeronaves e construir um novo terminal de passageiros.
Outra frente é a estratégia de receita comercial: expansão de áreas de lojas, alimentação, serviços e salas VIP, em linha com o modelo de negócios de aeroportos que monetizam o tempo de permanência do passageiro.
Números que ajudam a entender o movimento
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Galeão: concessão até 2039 (com possibilidade de extensão) e bid de R$ 2,9 bilhões no leilão.
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Rede Aena no Brasil: 17 aeroportos e 45,6 milhões de passageiros em 2025, segundo a empresa.
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Congonhas: obras com previsão de conclusão em junho de 2028


