O inverno nos Estados Unidos tem sido marcado por uma forte disseminação da influenza, com mais de 15 milhões de casos estimados desde o fim de dezembro.
O cenário já é considerado o pior surto de gripe em quase três décadas, conforme dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
Além do elevado número de infecções, o CDC estima 180 mil hospitalizações e 7.400 mortes associadas à gripe nesta temporada, reforçando o impacto do vírus em diferentes regiões do país.
Números da temporada acendem alerta em diversos estados
A atual onda, chamada informalmente de “supergripe”, tem avançado com intensidade típica do período de frio, quando há maior permanência das pessoas em ambientes fechados, condição que facilita a transmissão de doenças respiratórias.
Entre os estados com maior pressão sobre o sistema de saúde, Nova York aparece com registros expressivos de casos e internações.
Já na Califórnia, autoridades também observam volume elevado de infecções, com predominância de cepas associadas ao vírus Influenza A (H3N2), frequentemente identificado em temporadas com maior número de atendimentos médicos.
Sintomas mais comuns e fatores que aceleram a transmissão
A gripe segue apresentando manifestações conhecidas, como febre, dor no corpo, dor de cabeça e congestão nasal.
Especialistas apontam que o aumento de casos nesta época do ano costuma ocorrer pela combinação de clima frio, aglomerações em locais fechados e maior circulação de vírus respiratórios.
De acordo com a infectologista Rosana Richtmann, em entrevista ao SBT News, “o vírus que circula atualmente sofreu uma pequena mutação genética, o que dificulta o reconhecimento pelo sistema imunológico, mesmo em pessoas que já tiveram contato com variantes anteriores”.

Vacinação segue como principal medida preventiva, diz CDC
Mesmo com a escalada de casos, o CDC reforça que a vacina contra a gripe continua sendo uma das estratégias mais importantes para reduzir o risco de infecção e, principalmente, de quadros graves.
Nos Estados Unidos, uma atualização recente no calendário de imunização infantil retirou a vacina contra a influenza da lista de aplicações obrigatórias, deixando a decisão a cargo de pais e médicos.
Como está a vacinação contra influenza no Brasil?
No Brasil, a vacina contra a influenza permanece recomendada para crianças de seis meses a cinco anos, além de idosos e outros grupos de risco.
Especialistas destacam que a imunização é relevante para diminuir complicações, especialmente entre pessoas mais vulneráveis a formas graves da doença.
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