A farmacêutica EMS anunciou que a primeira caneta de semaglutida produzida no Brasil chegará às farmácias a partir de 15 de junho, com preços iniciais a partir de R$ 452.
O medicamento, indicado principalmente para o tratamento da obesidade, surge como uma alternativa mais acessível em um mercado até então dominado por produtos importados, que podem ultrapassar R$ 1 mil por mês.
A nova caneta, chamada Ozivy, foi desenvolvida após a queda da patente que pertencia à Novo Nordisk, fabricante de medicamentos como Ozempic e Wegovy.
Segundo a EMS, o preço varia de acordo com a fase do tratamento e o modelo de compra escolhido:
- R$ 452 por caneta (valor inicial unitário)
- R$ 863,23 no pacote com doses para 90 dias
- Média mensal de R$ 287 nos três primeiros meses
- A partir do quarto mês, a caneta passa a custar R$ 498
A empresa também planeja lançar um pacote com duas canetas de 1 mg por R$ 896, embora ainda sem data definida.
A chegada da versão nacional ocorre em um momento de forte expansão do uso da semaglutida no Brasil, tanto para controle da obesidade quanto para diabetes tipo 2.
Com a queda da patente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária passou a autorizar novos registros e estabeleceu um teto de preço próximo ao praticado pelos produtos importados, na faixa de R$ 800.
A EMS, no entanto, já havia sinalizado que buscaria reduzir esse valor em cerca de 30%, estratégia que se confirmou com o preço inicial anunciado.
Além da EMS, outras farmacêuticas também começaram a disputar o mercado com versões próprias do medicamento, ampliando a concorrência e pressionando os preços para baixo.
Por que a semaglutida é tão procurada
A semaglutida pertence a uma classe de medicamentos que atuam no controle do apetite e na regulação da glicose. Seu uso ganhou popularidade nos últimos anos por ajudar na perda de peso significativa, além de benefícios metabólicos.
Apesar da eficácia, o alto custo sempre foi um dos principais obstáculos para a ampliação do acesso. A inclusão do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a ser debatida, mas não avançou justamente por questões financeiras.
Neste primeiro ciclo, a EMS prevê a distribuição de mais de 500 mil canetas em farmácias de todo o país.
A expectativa é que a produção nacional contribua para reduzir a dependência de importações e tornar o tratamento mais viável para um número maior de pacientes.


