O grupo de K-pop NewJeans anunciou uma pausa indefinida em suas atividades, em meio a um impasse judicial com a gravadora ADOR, subsidiária da gigante sul-coreana HYBE.
O comunicado oficial foi feito durante a participação no ComplexCon, em Hong Kong, e deixou fãs em choque pela dimensão da decisão.
O conflito começou após a saída de Min Hee-jin, ex-CEO da ADOR e considerada a mentora artística do grupo. As integrantes Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein declararam apoio público a Min e chegaram a solicitar sua reintegração.
Com a negativa da gravadora, elas tentaram romper o contrato e seguir carreira de forma independente sob o nome NJZ.
A iniciativa, porém, foi barrada pela Justiça sul-coreana. Um tribunal em Seul decidiu manter em vigor o contrato de exclusividade entre NewJeans e a ADOR, impedindo que as artistas assumissem o controle total sobre suas atividades.
A sentença também vetou o uso da marca NewJeans fora da estrutura da gravadora, esvaziando a tentativa de emancipação.
No decorrer do processo, denúncias sobre o ambiente de trabalho vieram à tona. A integrante Hanni relatou episódios de assédio e pressão psicológica enquanto o grupo esteve sob gestão direta da ADOR.
Apesar das alegações, a Justiça concedeu ganho de causa à gravadora, ampliando a tensão em torno da disputa.
Diante do impasse, as integrantes optaram por interromper temporariamente os trabalhos, alegando que a decisão foi tomada em conjunto e prioriza a saúde física, emocional e criativa do grupo.
“Voltaremos quando as condições forem mais favoráveis”, declararam em nota.
Formado em 2022, o NewJeans rapidamente se tornou um fenômeno global do K-pop, conquistando recordes de vendas e presença constante nas paradas internacionais.
A pausa repentina gerou comoção entre os fãs, que organizaram mobilizações online pedindo a resolução do conflito e demonstrando apoio às cantoras.
A situação escancara os desafios enfrentados por grupos de K-pop em relação à gestão empresarial rígida, contratos de longa duração e disputas sobre direitos de imagem e marca.
Para muitos especialistas da indústria, o caso do NewJeans pode se tornar um divisor de águas nas discussões sobre liberdade criativa e bem-estar dos artistas dentro das grandes agências sul-coreanas.



