Acusação de estupro contra Otávio Mesquita segue em investigação

Ex-assistente de palco Juliana Oliveira acusa apresentador de ato libidinoso forçado em gravação de 2016; Mesquita nega e afirma que pretende processá-la por difamação

A acusação de estupro contra o apresentador Otávio Mesquita segue em investigação pelas autoridades competentes. A denúncia foi feita por Juliana Oliveira, ex-assistente de palco, que afirma ter sido tocada de forma íntima e sem consentimento durante uma gravação em 2016.

Segundo Juliana, a situação configura ato libidinoso forçado e só agora ela se sentiu segura para denunciar o caso. A ex-assistente afirmou que a cena ultrapassou qualquer limite de convivência profissional e destacou a importância de escuta qualificada e apoio às vítimas de violência sexual.

A versão de Otávio Mesquita

Mesquita reagiu chamando a acusação de “absurda”. O apresentador sustenta que o episódio teria sido uma “brincadeira combinada” entre ele e Juliana, destacando que, na ocasião, sua família estava presente nas gravações, o que, em sua visão, inviabilizaria qualquer situação de abuso.

A defesa de Mesquita também informou que pretende processar Juliana por difamação, alegando que a imagem do apresentador estaria sendo prejudicada injustamente.

Até o momento, o SBT, emissora à qual Mesquita era vinculado na época, não se manifestou oficialmente sobre a denúncia.

O vídeo da gravação continua disponível no YouTube e tem alimentado debates sobre condutas em ambientes de trabalho, principalmente no setor de mídia e entretenimento, onde casos de assédio vêm sendo expostos com mais frequência nos últimos anos.

Especialistas ressaltam que, diante de denúncias de violência sexual, é fundamental garantir investigação séria e responsável, respeitando ao mesmo tempo o princípio da presunção de inocência.

Isso significa que a Justiça deve analisar cuidadosamente as provas antes de qualquer conclusão, assegurando os direitos de todas as partes envolvidas.

O episódio reacendeu o debate sobre assédio e violência sexual em ambientes profissionais, especialmente no meio artístico e televisivo.

Juliana reforçou que decidiu denunciar anos depois por acreditar que, atualmente, existe mais abertura para ouvir vítimas e apurar casos dessa natureza.

Enquanto o processo segue sob análise, a expectativa é de que a Justiça dê uma resposta equilibrada, capaz de proteger tanto a integridade da denunciante quanto os direitos de defesa do acusado.

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