Ainda Estou Aqui vence Prêmio Platino e Walter Salles homenageia Carlos Diegues

Filme brasileiro conquista a estatueta de Melhor Direção; em discurso, Walter Salles destaca o valor da memória coletiva e dedica o prêmio ao mestre Carlos Diegues

O cinema brasileiro brilhou mais uma vez no cenário internacional. O longa Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, venceu a categoria de Melhor Direção no Prêmio Platino, realizado neste fim de semana.

A cerimônia, marcada pela celebração da produção audiovisual latino-americana, teve como apresentadora da categoria a atriz Karla Sofía Gascón, que esteve em destaque na última temporada do Oscar.

Como Salles não pôde comparecer ao evento, coube ao produtor Rodrigo Teixeira representar o diretor no palco e ler sua mensagem de agradecimento.

Em suas palavras, Salles exaltou a importância de prêmios que reconhecem o talento e a relevância do cinema latino-americano.

O discurso do cineasta também foi marcado por uma homenagem ao mestre Carlos Diegues, um dos nomes mais importantes da sétima arte no Brasil.

“Este prêmio é dedicado a Carlos Diegues, que nos ensinou a olhar para a história e para o povo brasileiro com respeito e poesia”, destacou Salles em sua mensagem.

A referência emocionou os presentes, reforçando o elo entre gerações de cineastas que transformaram o cinema nacional em instrumento de crítica, arte e identidade.

Walter Salles também aproveitou o momento para refletir sobre o papel do cinema em tempos de transformação e apagamentos. Para ele, a arte cinematográfica não é apenas entretenimento, mas também uma ferramenta essencial de preservação da memória coletiva.

“Em tempos de esquecimento, o cinema é um arquivo vivo daquilo que somos e do que não podemos deixar de ser”, afirmou. A declaração ecoou entre artistas e produtores presentes, que aplaudiram de pé a mensagem do diretor.

A vitória de Ainda Estou Aqui consolida mais um marco na carreira de Walter Salles, cineasta já reconhecido mundialmente por títulos como Central do Brasil e Diários de Motocicleta.

O Prêmio Platino, considerado o “Oscar ibero-americano”, reforça o alcance e a relevância do cinema brasileiro no circuito internacional.

O feito não apenas projeta a obra no cenário global, como também reafirma a força da produção nacional em meio aos desafios enfrentados pela indústria audiovisual na América Latina.

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