Carro voador da Embraer avança em testes e se aproxima da realidade

Protótipo da Eve Air Mobility realizou voos pairados com sucesso e entra agora na fase mais desafiadora do desenvolvimento

O carro voador brasileiro desenvolvido pela Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, deu mais um passo rumo à operação comercial. A empresa concluiu com sucesso a primeira fase de testes do eVTOL, incluindo voos pairados e manobras em baixa velocidade.

Ao todo, foram realizados 59 ensaios, que avaliaram aspectos como aerodinâmica, capacidade de carga, propulsão e gerenciamento de energia, elementos centrais para a viabilidade do projeto.

Durante essa etapa, o veículo conseguiu:

  • atingir 65,5 metros de altura
  • permanecer no ar por quase 4 minutos
  • alcançar velocidades de até 37 km/h em deslocamento horizontal
  • realizar pousos automáticos com sistema de segurança redundante

Os testes também validaram a estabilidade do modelo em situações controladas, um dos pontos críticos para esse tipo de aeronave.

O próximo desafio será a chamada transição de voo, momento em que o veículo deixa o modo vertical (como um helicóptero) e passa para o modo horizontal (como um avião).

Essa etapa é considerada a mais complexa no desenvolvimento de aeronaves desse tipo e deve começar no segundo semestre de 2026.

Como será o carro voador brasileiro

O modelo da Eve foi projetado para:

  • transportar até 5 pessoas (4 passageiros + piloto)
  • operar com motores 100% elétricos
  • ter autonomia de cerca de 100 km por voo

A proposta é que o eVTOL seja usado em mobilidade urbana aérea, conectando pontos estratégicos das cidades (como aeroportos e centros urbanos) com mais rapidez.

O projeto já mostra força antes mesmo de chegar ao mercado. A empresa acumula mais de 2,9 mil pedidos de reserva, vindos de 30 clientes em 13 países, com potencial de receita estimado em US$ 14,5 bilhões.

A produção será feita em Taubaté (SP), com capacidade prevista de até 480 aeronaves por ano.

O cronograma indica que os testes continuam ao longo de 2026, com foco na certificação e segurança. A expectativa da empresa é que o modelo esteja pronto para operação a partir de 2027.

O avanço coloca o Brasil dentro da corrida global pela mobilidade aérea urbana, um setor que tenta transformar o conceito de “carro voador” em solução prática para o trânsito das grandes cidades.

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