O Bitcoin iniciou a semana em forte queda na segunda-feira (7/4), acompanhando a onda de incerteza nos mercados globais.
O motivo principal foi o agravamento da guerra comercial entre Estados Unidos e China, deflagrada após uma nova rodada de tarifas anunciadas pelo ex-presidente americano Donald Trump.
Na semana anterior, Trump havia confirmado tarifas adicionais sobre produtos importados de diversos países. A China reagiu na sexta-feira (4/4) com uma retaliação de 34% sobre mercadorias americanas.
A resposta do ex-presidente foi imediata: em suas redes sociais, Trump ameaçou elevar em mais 50% as tarifas se Pequim não recuar até esta terça-feira (8/4).
A escalada aumentou a aversão ao risco entre investidores, afetando diretamente os criptoativos, que são conhecidos por sua alta volatilidade.
Em momentos de instabilidade internacional, ativos como o Bitcoin costumam ser os primeiros a sentir a pressão, já que parte dos investidores prefere migrar para opções mais seguras, como títulos do Tesouro norte-americano ou metais preciosos.
Nos últimos anos, o mercado cripto tem atraído perfis dispostos a arriscar entre 1% e 10% de seus patrimônios em busca de altos retornos. O apetite por risco costuma crescer em períodos de juros baixos e inflação controlada.
No entanto, com a expectativa de juros elevados e uma possível inflação crescente, o interesse pelas criptomoedas diminui, levando a movimentos de venda em massa.
Além do impacto geopolítico, a queda atual do Bitcoin também reflete uma fase de correção natural. Após registrar altas expressivas no final de 2024, especialistas já apontavam para uma possível desvalorização no curto prazo.
O cenário global instável apenas intensificou esse processo.
Analistas lembram que esse comportamento faz parte do ciclo das criptomoedas, marcado por fortes altas seguidas de quedas abruptas.
A combinação entre tensões políticas, inflação e correção de mercado cria um ambiente desafiador para investidores, que agora buscam sinais de estabilidade antes de retomar posições mais arriscadas.
A expectativa é de que o Bitcoin siga oscilando nos próximos dias, de acordo com a evolução do conflito comercial entre Washington e Pequim.



