Os brasileiros passam, em média, mais de 52 anos conectados à internet ao longo da vida, segundo um levantamento internacional divulgado em 2026. O número representa cerca de 68% da expectativa de vida no país, estimada em 76 anos, e coloca o Brasil na liderança global do ranking.
O estudo, realizado pela NordVPN com mais de 20 mil participantes em 20 países, revela o avanço acelerado do consumo digital no país e ajuda a dimensionar o impacto da internet na rotina cotidiana.
Brasil lidera ranking global de tempo online
O Brasil aparece na primeira posição, com uma média de 52 anos, 9 meses e 16 dias online ao longo da vida. O número supera com folga outros países analisados, incluindo economias com alta digitalização.
Entre os principais dados:
- Brasil: 52 anos
- México: 43 anos
- Lituânia: 31 anos
- Austrália: 30 anos
- Suécia: 30 anos
- Coreia do Sul: 29 anos
Na outra ponta da lista está o Japão, onde o tempo médio conectado não chega a 20 anos.
O resultado chama atenção porque o Brasil ultrapassa países tradicionalmente associados à tecnologia, como a Coreia do Sul, conhecida pela infraestrutura digital avançada.
O levantamento também mostra que o tempo online dos brasileiros cresceu significativamente em um intervalo curto.
Desde 2022, o aumento foi de 11 anos na média de vida conectada, o maior salto entre todos os países analisados.
Outros países também registraram crescimento, mas em ritmo menor:
- Japão: +9 anos
- Suécia: +8 anos
Já algumas nações apresentaram queda no tempo online médio, como Coreia do Sul, Itália e França.
O estudo aponta que o principal motor desse crescimento é o uso massivo de dispositivos móveis.
No Brasil, 91% dos usuários acessam a internet pelo celular, o maior índice entre os países pesquisados. O dado reforça o papel do smartphone como principal porta de entrada para redes sociais, consumo de conteúdo e serviços digitais.
Além disso, o país também lidera o uso de internet no ambiente de trabalho, com 38% dos entrevistados utilizando computadores e notebooks para atividades profissionais online.
Outro ponto relevante do levantamento é o comportamento dos brasileiros em relação à exposição de informações pessoais.
- 78% compartilham data de nascimento online
- 63% divulgam endereço e status de relacionamento
Os índices estão entre os mais altos do estudo e indicam uma presença digital intensa, não apenas em tempo, mas também em nível de exposição.
Os dados reforçam uma tendência já perceptível: a internet deixou de ser um complemento e passou a ocupar um espaço central na vida cotidiana.
Do trabalho ao entretenimento, das relações pessoais ao consumo, o ambiente digital concentra uma parcela crescente do tempo dos brasileiros e redefine a forma como a vida é vivida.


