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Ator de Hollywood, que já viveu Jesus Cristo, interpretará Jair Bolsonaro em cinebiografia

Filme dirigido por Cyrus Nowrasteh avança com gravações e promete narrativa heroica da campanha presidencial de 2018

A cinebiografia Dark Horse, centrada na campanha presidencial de 2018 no Brasil, avança na produção com a escalação do ator norte-americano Jim Caviezel para interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caviezel ganhou notoriedade ao interpretar Jesus no filme A Paixão de Cristo e é conhecido por discursos antivacina e alinhamento a teorias conspiratórias. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

As filmagens tiveram início em território brasileiro e continuarão nos Estados Unidos e México. A previsão é que o filme seja lançado em 2026.

De acordo com o que já se sabe da produção, o enredo deve abordar episódios críticos da trajetória política de Bolsonaro, incluindo a facada sofrida em Juiz de Fora (MG), seu passado militar e ações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas.

O personagem inspirado em Adélio Bispo aparecerá com nome fictício.

A direção é assinada por Cyrus Nowrasteh, cineasta ligado a produções de temática religiosa e também conhecido por declarações polêmicas, como a crença em uma “cabala satânica” controlando a política mundial e a classificação das vacinas contra a Covid-19 como “terapias genéticas”.

A proposta da produção é retratar Bolsonaro como um herói nacional.

O roteiro foi escrito pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP), que promete apresentar Bolsonaro como um “salvador da pátria” que superou adversidades e venceu as eleições de 2018. O longa será filmado em inglês.

O elenco internacional incluirá ainda atores interpretando os filhos do ex-presidente. Marcus Ornellas dará vida a Flávio Bolsonaro, Sérgio Barreto interpretará Carlos Bolsonaro e Eddie Finlay será Eduardo Bolsonaro.

Os papéis de Michelle e Laura Bolsonaro ainda não foram divulgados. Também integram o projeto Lynn Collins, Esai Morales, Felipe Folgosi e Biaka Fernandes.

Caviezel, além de sua filmografia marcada por obras religiosas e produções de viés conservador, tem participação em títulos como O Conde de Monte Cristo (2002), Déjà Vu (2006) e Linhas Cruzadas (2001).

Em 2023, voltou aos holofotes com Som da Liberdade, produção associada a pautas da direita religiosa nos Estados Unidos.

José Elias

José Elias Mendes, mais conhecido como Dolfo, já foi reconhecido pelo ranking Top 10 Jornalistas Brasileiros do LinkedIn. Por lá, fala um pouquinho de tudo e está sempre aberto a conversar. Por aqui, atua como repórter para o site do OCorre News.

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