O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (4) uma nova proibição de viagens para cidadãos de 12 países e restrições específicas para outros sete.
A medida, formalizada por meio de uma proclamação presidencial, entrará em vigor na próxima segunda-feira, 9 de junho de 2025.
Segundo a Casa Branca, a decisão tem como objetivo reforçar a segurança nacional, diante do que considera falhas graves nos sistemas de verificação de identidade e de informações de alguns governos estrangeiros.
O receio é que essas brechas possam permitir a entrada de pessoas com intenções hostis ou com conexões a grupos terroristas.
“É dever do governo garantir que qualquer pessoa admitida no país não represente riscos aos americanos nem aos nossos interesses”, afirmou Trump ao anunciar a medida.
A nova regra se baseia em um relatório apresentado em abril, resultado de uma análise conduzida pelo Departamento de Estado, Departamento de Segurança Interna (DHS), Departamento de Justiça e Escritório de Inteligência Nacional.
O documento identificou que alguns países não atendem aos padrões de segurança exigidos para a emissão de vistos e entrada em território americano.
A avaliação incluiu fatores como capacidade de emissão de passaportes seguros, compartilhamento de informações criminais e de segurança e cooperação internacional contra o terrorismo.
Países afetados por decisão de Trump
De acordo com o comunicado, os países foram divididos em dois grupos:
Proibição total de entrada: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen.
Restrições específicas: Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela.
Nos casos de restrição parcial, as limitações incluem desde a suspensão da emissão de vistos para determinadas categorias de viajantes até exigências adicionais de segurança para concessão de entrada.
A medida já provoca repercussões diplomáticas. Alguns dos países atingidos sinalizaram que podem recorrer a instâncias internacionais para contestar a decisão, enquanto entidades de direitos humanos acusam o governo Trump de discriminação e de impor barreiras de forma generalizada.
Ainda assim, a administração Trump reforça que os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e a Copa do Mundo de 2026, ambos sediados em solo americano, não serão afetados, já que atletas e delegações esportivas terão isenção.



