Trump e Musk rompem aliança: acusações, ameaças e queda nas ações da Tesla

Após críticas de Elon Musk ao projeto fiscal de Donald Trump, ex-presidente ameaçou cortar subsídios e contratos. Tesla caiu 14% na bolsa

A relação entre Donald Trump e Elon Musk, que já foi vista como estratégica, entrou em colapso nesta semana.

O rompimento veio depois que o bilionário criticou o novo projeto de lei fiscal do republicano, atualmente presidente dos Estados Unidos, alegando que ele aumentaria o déficit público em US$ 2,5 trilhões.

A reação de Trump foi imediata: em discurso e publicações no Truth Social, ele ameaçou cortar subsídios federais e contratos governamentais das empresas de Musk, como Tesla e SpaceX.

O mercado reagiu rapidamente, e as ações da Tesla despencaram 14% em um único pregão, apagando bilhões em valor de mercado.

Musk respondeu elevando o tom. Ele acusou Trump de “ingratidão”, afirmando que sua influência e apoio financeiro foram “determinantes” para a vitória eleitoral do republicano em 2024.

O empresário também sugeriu que Trump poderia ter vínculos com Jeffrey Epstein, o financista envolvido em escândalos de exploração sexual, insinuando que o ex-presidente teria participado de encontros comprometores.

O embate se intensificou em trocas de acusações públicas. Musk usou o X (antigo Twitter) para ironizar as propostas fiscais de Trump e disse que “o populismo sem cálculo econômico é só demagogia”.

Trump, por sua vez, classificou Musk como “mais um bilionário ingrato” e insinuou que o CEO da Tesla “não sobreviveria sem dinheiro público”.

O rompimento ocorre em um momento delicado para ambos. Trump busca consolidar apoio em meio a críticas de democratas e parte da imprensa sobre sua política econômica.

Elon Musk, por outro lado, enfrenta pressão de investidores diante da queda expressiva das ações da Tesla e da crescente concorrência no setor de veículos elétricos.

Analistas avaliam que a crise pode ter efeitos de longo prazo. A perda de subsídios afetaria diretamente projetos da Tesla nos Estados Unidos, enquanto Musk, que já flerta com pautas políticas, pode se tornar um opositor incômodo dentro da base conservadora.

A ruptura expõe a fragilidade de alianças entre política e grandes corporações, mostrando como interesses divergentes podem transformar antigos aliados em inimigos declarados.

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