O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país pretende intensificar as ações militares contra o Irã, ao acusar Teerã de romper um acordo que, segundo ele, já estava concluído.
Em entrevista por telefone à emissora ‘Fox News’, Trump declarou que os EUA continuarão respondendo aos ataques iranianos e também defendeu que o país assuma o controle da segurança no Estreito de Ormuz, mediante compensação financeira.
Segundo Trump, os ataques norte-americanos foram ampliados após ações atribuídas ao Irã.
“Nós os atingimos com muita força na noite passada. Toda vez que eles enviam um drone, nós os atingimos com muita força. Mas nós tínhamos um acordo.
O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos 10 acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente atingi-los com muita força”, afirmou.
Além das declarações sobre novas ofensivas, o presidente americano disse que os Estados Unidos deveriam assumir a proteção da principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo.
Trump defende proteção do Estreito de Ormuz
Durante a entrevista, Trump afirmou que Washington passaria a atuar como “guardião” do Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o comércio internacional de energia.
“Agora vamos protegê-lo e seremos pagos para protegê-lo”, declarou.
O presidente acrescentou que os Estados Unidos esperam receber compensação financeira pela operação. Segundo ele, “queremos apenas ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso pessoal em perigo”.
As declarações foram feitas após as Forças Armadas americanas ampliarem, durante o fim de semana, o número de ataques realizados contra alvos iranianos.

Escalada militar aumenta incertezas sobre acordo
A nova rodada de confrontos amplia as dúvidas sobre a continuidade do acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã no mês passado. O entendimento previa a reabertura do Estreito de Ormuz e buscava encerrar o conflito após mais 60 dias de negociações.
Nos últimos dias, os ataques e contra-ataques entre os dois países ganharam intensidade. Segundo as informações disponíveis, o Irã busca reforçar seu controle sobre a navegação na região, enquanto os Estados Unidos intensificaram as operações militares.
Na semana anterior, Trump já havia declarado considerar encerrado o cessar-fogo, embora tenha afirmado que ainda existe espaço para novas negociações diplomáticas.
O principal negociador iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, também comentou o cenário por meio da rede social X. “A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta”.
O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, provocou aumento da instabilidade no Golfo.
De acordo com as informações divulgadas, ataques iranianos atingiram países que abrigam bases militares norte-americanas, enquanto o bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz elevou os preços da energia e contribuiu para pressionar a inflação em diferentes mercados.


