O príncipe Harry enfrenta novas críticas envolvendo seu trabalho humanitário. A ONG Sentebale, fundada por ele em 2006 ao lado do príncipe Seeiso de Lesoto, tornou-se palco de uma disputa que agora chegou à Justiça.
A presidente do conselho, Sophie Chandauka, acusa o duque de Sussex de má gestão, assédio e de ter criado um ambiente hostil durante sua atuação na instituição.
Segundo Chandauka, Harry teria intimidado a liderança ao longo de meses e utilizado a imagem da ONG de forma indevida, incluindo a presença de uma equipe da Netflix em um evento beneficente, o que teria causado constrangimento interno.
A crítica vai além: a dirigente afirmou que faltava abertura para tratar de assuntos sensíveis, como a queda no número de doações após a saída de Harry do Reino Unido.
A ONG, criada para apoiar crianças e jovens vulneráveis afetados pelo HIV em países africanos, atravessa um momento delicado.
Chandauka relatou que a saída de membros importantes do conselho agravou a instabilidade e que Harry conduzia decisões estratégicas de forma centralizadora e desarticulada.
A situação teria levado a um abalo na reputação global da instituição e dificultado a captação de recursos, um dos pilares de sua atuação.
Apesar de a saída de Harry ter sido comunicada de forma diplomática, os bastidores indicam um rompimento conturbado com a atual direção.
Até o momento, a Sentebale não emitiu nota oficial sobre as denúncias ou eventuais medidas administrativas. A equipe de Harry também não se manifestou.
O episódio, no entanto, já ganhou repercussão internacional e reacende o debate sobre os limites entre imagem pública e gestão de causas sociais.
Não é a primeira vez que a relação de Harry com projetos beneficentes é questionada. Desde que se afastou da monarquia britânica, em 2020, ele e Meghan Markle buscam se firmar como líderes de iniciativas filantrópicas globais, mas frequentemente enfrentam críticas sobre a mistura entre imagem pessoal, contratos multimilionários e impacto social real.
O caso pode influenciar diretamente a trajetória do príncipe Harry em futuras iniciativas humanitárias.
Para especialistas, a polêmica mostra o desafio de equilibrar notoriedade midiática e gestão profissional em instituições que dependem de credibilidade para sobreviver.


