A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, se pronunciou neste sábado (5/4) em apoio às manifestações realizadas em várias cidades contra as políticas recentes do governo Donald Trump.
Em publicação na rede X, Harris agradeceu aos manifestantes que tomaram as ruas e destacou a importância de defender direitos sociais e instituições públicas.
Segundo ela, o governo avança com força total no chamado Projeto 2025, proposta que prevê cortes drásticos em áreas como Previdência Social, Departamento de Educação e órgãos de proteção ambiental.
Harris parabenizou os protestos por reafirmarem o “direito de tomar decisões sobre seus próprios corpos” sem interferência governamental, em referência às políticas conservadoras sobre direitos reprodutivos.
Harris ainda reforçou que “as vozes dos trabalhadores sempre serão mais altas do que as dos bilionários não eleitos”.
A frase foi interpretada como uma crítica direta a Elon Musk, atual chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e conselheiro próximo de Trump.
A fala ressoou com o clima das ruas: cartazes com frases como “Abaixo a oligarquia”, “Deporte Musk” e “O fascismo chegou” foram registrados em diferentes cidades, evidenciando o papel do empresário como novo alvo da insatisfação popular.
Batizados de “Hands Off”, os protestos reuniram milhares de pessoas não só em cidades norte-americanas como Nova York, Washington e Los Angeles, mas também em países como Itália, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá e México.
As manifestações expressaram descontentamento com os rumos sociais, ambientais e econômicos da administração Trump.
O crescimento dos atos ocorre em um momento de tensão política crescente, já que os EUA se aproximam das eleições presidenciais de 2028.
Para analistas, a adesão internacional aos protestos mostra como as políticas internas do governo Trump geram impactos e reações globais.
Enquanto opositores comemoraram o posicionamento de Kamala Harris como reforço às manifestações, críticos acusaram a ex-vice-presidente de tentar capitalizar politicamente com os protestos.
Ainda assim, o movimento amplia a pressão pública contra Trump e Musk, que se tornaram símbolos da disputa sobre os rumos do país.



