Irã divulga vídeo do Cristo Redentor derrotando Estátua da Liberdade

Publicação da embaixada iraniana associa cena à “vitória da fé sobre o imperialismo” em meio a tensões diplomáticas

O Irã divulgou nesta terça-feira (2) um vídeo produzido com inteligência artificial que retrata uma suposta disputa entre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Estátua da Liberdade, nos Estados Unidos.

A publicação foi compartilhada pela Embaixada do Irã na Tunísia e acompanha a mensagem de que a cena representa a “vitória da fé sobre o imperialismo”, em meio ao aumento das tensões envolvendo Teerã, Washington e seus aliados.

Nas imagens geradas por IA, o monumento brasileiro aparece destruindo o principal símbolo norte-americano. O conteúdo circulou nas redes sociais em um momento de forte desgaste diplomático entre os dois países.

A divulgação ocorre enquanto autoridades iranianas e norte-americanas trocam declarações sobre o futuro das negociações indiretas entre os governos.

Mais cedo, a agência iraniana Tasnim informou que a República Islâmica suspendeu as conversas de paz conduzidas por mediadores com os Estados Unidos.

Segundo a reportagem, Teerã condiciona a retomada do diálogo à análise de exigências relacionadas ao fim das ações militares de Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

O vídeo foi publicado também após declarações recentes dos Estados Unidos sobre a possibilidade de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A alegação é de que algumas práticas do Brasil são desleais.

Confira o vídeo publicado pela Embaixada do Irã na Tunísia que deu o que falar nas redes:

 

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Tensões diplomáticas e impasse nas negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não recebeu qualquer comunicado oficial do Irã sobre uma eventual interrupção das negociações.

Questionado pela emissora NBC News, o republicano também minimizou os impactos da informação, caso ela seja confirmada.

De acordo com a agência Tasnim, a suspensão teria sido motivada pelo que o governo iraniano considera “crimes” cometidos por Israel no Líbano e por supostas violações do cessar-fogo em diferentes frentes.

O posicionamento iraniano ganhou força após ataques realizados pelas Forças Armadas israelenses contra áreas do sul de Beirute. Israel afirmou que a operação teve como alvo integrantes do Hezbollah, grupo aliado de Teerã.

O porta-voz da diplomacia iraniana acusou Washington de continuar descumprindo o cessar-fogo e declarou que o país adotará todas as medidas consideradas necessárias para garantir sua segurança nacional.

Ele também afirmou que ainda não existe uma conclusão definitiva nas negociações entre os dois governos.

Conflito regional mobiliza ONU

Trump informou ainda que conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e que ambos chegaram ao entendimento de que não haverá entrada de tropas israelenses em Beirute.

Segundo o presidente norte-americano, o Hezbollah também teria concordado em interromper os disparos caso Israel faça o mesmo.

Paralelamente, o Conselho de Segurança da ONU realiza uma reunião de emergência para discutir a ampliação da ofensiva israelense no Líbano. O encontro foi solicitado pela França e ocorre em meio à escalada das tensões na região.

O governo francês vê as operações militares israelenses no Líbano como “extremamente preocupantes”.

“Embora reconheçamos o direito de Israel, tal como de todos os países, à legítima defesa, isso não pode justificar a prolongação das operações militares israelenses no Líbano e a sua ocupação cada vez mais profunda do território libanês”, afirmou o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noël Barrot.

A publicação do vídeo com o Cristo Redentor acontece ainda após declarações recentes dos Estados Unidos sobre a possibilidade de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, ampliando a repercussão internacional da peça divulgada nas redes sociais.

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