Um búfalo albino que viralizou nas redes sociais por lembrar o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump será sacrificado nos próximos dias durante o Eid al-Adha, um dos principais festivais religiosos do Islã.
O animal ficou conhecido como “Trump” após visitantes notarem uma semelhança curiosa: um tufo de pelos claros caindo sobre a testa, que remete ao penteado característico do político. A aparência incomum rapidamente chamou atenção e transformou o búfalo em atração em Dhaka, capital de Bangladesh.
Segundo o dono, Muhammad Fariduzzaman Sharon, o búfalo foi adquirido há cerca de dois meses com um objetivo específico: ser sacrificado como parte de um ritual religioso. A repercussão inesperada, no entanto, mudou a rotina do animal.
Nos dias que antecedem o festival, uma multidão passou a se reunir na residência do proprietário para ver de perto o búfalo.
O interesse não é apenas pela semelhança com Trump. O animal também chama atenção por ser albino, uma condição considerada rara no país, onde a maioria dos búfalos possui coloração escura.
Entre as características que o destacam estão:
- Cor creme no corpo
- Nariz rosado
- Pelagem clara e volumosa na cabeça
A combinação desses elementos ajudou a impulsionar a viralização nas redes sociais.
Apesar da fama repentina, o destino do animal não será alterado. De acordo com o dono, a compra foi motivada por devoção religiosa.
“A principal intenção foi agradar a Alá”, afirmou, ao explicar que o sacrifício faz parte da tradição do Eid al-Adha.
A celebração marca um dos momentos mais importantes do calendário islâmico e ocorre simultaneamente à peregrinação do Hajj, realizada anualmente na cidade sagrada de Meca.
O significado do Eid al-Adha
Durante o Eid al-Adha, famílias muçulmanas realizam o sacrifício de animais, como forma de relembrar a história do profeta Ibrahim, que, segundo a tradição, demonstrou obediência a Deus ao se dispor a sacrificar o próprio filho.
O ritual simboliza fé, devoção e partilha. Após o abate, a carne costuma ser distribuída entre familiares, amigos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
O caso do búfalo apelidado de “Donald Trump” evidencia um contraste comum na era digital: um episódio que ganha projeção global nas redes sociais, mas que, na origem, está inserido em um contexto cultural e religioso específico.
Mesmo transformado em curiosidade internacional, o animal segue o destino para o qual foi originalmente comprado, reforçando que, naquele contexto, a viralização não altera o significado do ritual.


