A ativista sueca Greta Thunberg afirmou em uma postagem nas redes sociais que foi sequestrada por forças israelenses durante uma missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.
No vídeo, divulgado neste domingo (8), ela pede que familiares, apoiadores e o governo da Suécia exerçam pressão sobre Israel para garantir a libertação do grupo.
Greta fazia parte de uma expedição de 11 ativistas internacionais, incluindo o brasileiro Thiago Ávila, interceptada pelo exército israelense em águas internacionais.
O grupo navegava a bordo do Madleen, embarcação da Freedom Flotilla Coalition, iniciativa que organiza viagens com o objetivo de levar ajuda humanitária a Gaza e chamar a atenção da comunidade internacional para a crise humanitária na região.
“Se você está vendo este vídeo, nós fomos interceptados e sequestrados em águas internacionais por forças israelenses de ocupação ou forças apoiadas por Israel”, declarou Greta no vídeo publicado em suas redes sociais.
Ela destacou ainda que a ação ocorreu antes de o grupo alcançar o destino e pediu mobilização imediata: “Façam pressão sobre o governo da Suécia para que intervenha e nos liberte.”
O ativista brasileiro Thiago Ávila também compartilhou registros da interceptação.
Nas imagens, ele aparece vestindo um colete salva-vidas e denuncia a ação como uma violação do direito internacional: “Estamos cercados pelos barcos deles. Isso é uma interceptação, um crime de guerra está acontecendo agora. Por favor, soem o alarme.”
A Freedom Flotilla Coalition é composta por organizações e movimentos da sociedade civil de diversos países. Desde 2010, promove missões de solidariedade para tentar romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza.
O objetivo é tanto levar suprimentos quanto denunciar os impactos do cerco sobre a população palestina.
Até o momento, as autoridades israelenses não confirmaram oficialmente a detenção do grupo. Organizações de direitos humanos e redes de apoio internacionais começaram a mobilizar campanhas para acompanhar a situação dos ativistas e pressionar por informações sobre o paradeiro deles.
O episódio intensifica o debate sobre os limites das ações militares de Israel e reacende discussões sobre a legalidade de intervenções em águas internacionais, especialmente contra iniciativas com caráter declarado de ajuda humanitária.


