A ministra Simone Tebet afirmou que a China manifestou interesse em financiar a construção de novas ferrovias no Brasil, em especial projetos estratégicos que conectem o país ao oceano Pacífico.
O tema foi discutido durante encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, em 2024, e voltou à pauta nesta semana, durante visita da comitiva brasileira a Pequim.
Segundo Tebet, investimentos internacionais são fundamentais para viabilizar obras de grande porte, devido ao alto custo envolvido.
Entre os projetos prioritários está a Ferrovia Bioceânica, proposta de corredor ferroviário que ligaria o porto de Chancay, no Peru, até a costa da Bahia, passando por estados como Acre, Mato Grosso e Tocantins.
A obra facilitaria o escoamento da produção agrícola e mineral brasileira para o mercado asiático.
“O Brasil precisa de uma malha ferroviária mais robusta para reduzir custos logísticos e aumentar sua competitividade. Com o apoio chinês, podemos transformar esse sonho em realidade”, destacou a ministra.
Além da Bioceânica, outros trechos estão em estudo, com foco em integrar o interior do país e reduzir a dependência do transporte rodoviário, responsável por mais de 60% da logística nacional.
Para especialistas, o interesse da China faz parte de uma estratégia de ampliar sua influência na América do Sul, fortalecendo corredores de exportação voltados à Ásia.
A expectativa é que os entendimentos avancem nos próximos meses, com a criação de grupos de trabalho bilaterais para avaliar a viabilidade técnica e financeira das obras.
Caso se concretizem, os projetos devem gerar empregos, atrair novas indústrias e consolidar o Brasil como elo central da integração logística sul-americana.


