Na noite do dia 26 de março de 2025, uma sessão do musical Wicked, em cartaz no Teatro Renault, em São Paulo, foi marcada por um episódio de transfobia que gerou forte repercussão nas redes sociais.
A influenciadora Malévola Alves, mulher trans, relatou ter sido alvo de agressões verbais no foyer, quando uma espectadora a chamou de “homem” enquanto aguardava na fila da pipoca.
Indignada, Malévola decidiu relatar o caso em voz alta já dentro da plateia. O ato dividiu o público: parte reagiu com vaias e gritos exigindo a retirada da agressora, enquanto outros se mostraram incomodados com a paralisação.
A confusão atrasou o início do espetáculo em 18 minutos, até que a Polícia Militar foi acionada. Após diálogo com os agentes, a mulher acusada acabou sendo retirada do local.
Nas redes sociais, o episódio ganhou grande visibilidade. A atriz Fabi Bang, intérprete de Glinda no musical, lamentou o ocorrido: “Wicked celebra o respeito às diferenças. É triste ver que ainda enfrentamos episódios assim”.
A produção também divulgou nota oficial, repudiando qualquer forma de discriminação e reforçando o compromisso da peça com a diversidade e inclusão.
A mulher identificada como Viviane Milano se pronunciou dias depois, afirmando que estava acompanhada da filha e que “não teve intenção de ofender”. Segundo ela, a repercussão trouxe impactos negativos para sua família, especialmente para as crianças.
A Polícia Militar confirmou o registro da ocorrência e informou que as investigações continuam em andamento. O caso reacendeu o debate sobre transfobia em espaços culturais e a necessidade de ações mais firmes contra agressões desse tipo.
Especialistas em direitos humanos apontam que episódios como este reforçam a importância de responsabilização rápida e de conscientização pública.
A discussão sobre os limites entre liberdade de expressão, respeito à identidade de gênero e convivência em locais de lazer segue intensa nas redes.
Apesar da polêmica, o espetáculo continua em cartaz em São Paulo, atraindo público expressivo. Já o episódio permanece como um marco de reflexão sobre como sociedade, instituições e produções culturais devem agir diante de casos de discriminação.



