A cobertura das chuvas em Juiz de Fora foi marcada por um momento de forte emoção nesta terça-feira (24). Repórteres da TV Integração choraram ao vivo enquanto relatavam os impactos da tragédia que atinge a Zona da Mata mineira.
As imagens circularam nas redes sociais e mostram jornalistas visivelmente abaladas ao informar o número de vítimas e a situação das famílias atingidas.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o total de mortos chegou a 36, sendo 30 em Juiz de Fora e 6 em Ubá. Há ainda 33 pessoas desaparecidas nas duas cidades.
Juiz de Fora registrou 584 mm de chuva acumulada, tornando fevereiro o mês mais chuvoso da história do município. O volume é superior ao dobro do esperado para o período.
Até o momento, a prefeitura contabiliza:
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Mais de 3,5 mil desabrigados e desalojados
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772 ocorrências registradas pela Defesa Civil
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208 vítimas resgatadas com vida
Em Ubá, foram registrados 170 mm de chuva em cerca de 3 horas e meia, e o Rio Ubá atingiu 7,82 metros.
As equipes de resgate seguem atuando em áreas com grande volume de lama e escombros. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está na cidade e afirmou que o trabalho dos bombeiros pode se estender por até 5 dias.
O governo federal anunciou o repasse de R$ 800 por pessoa desabrigada para auxiliar as prefeituras na compra de itens essenciais como colchões, roupas e alimentos.
Equipes da Força Nacional do SUS, do Suas e do Ministério da Saúde foram enviadas à região com kits de emergência, medicamentos e profissionais de saúde.
A Defesa Civil Nacional também mobilizou técnicos do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) para apoiar as ações de assistência e reconstrução.
A previsão para esta quarta-feira (25) indica possibilidade de novas tempestades em Minas Gerais, com acumulados de até 40 mm, rajadas de vento superiores a 70 km/h e risco de granizo.
A Defesa Civil alerta para o risco de:
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Alagamentos
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Enxurradas
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Deslizamentos de terra
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Queda de árvores
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Destelhamentos
O momento de emoção das repórteres reflete o cenário vivido pela população local, que enfrenta perdas humanas, destruição de moradias e incerteza quanto às próximas horas.


