A Polícia Federal (PF) encontrou dinheiro em espécie escondido dentro de um livro falso durante o cumprimento de mandados da Operação Galho Fraco II, realizada na manhã desta quarta-feira (1º).
A apreensão ocorreu na residência do advogado Thiago Ferreira de Paula, investigado na terceira fase da Operação Rent a Car, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de cotas parlamentares. Ele é ligado ao pastor e deputado Sóstenes Cavalcante, do PL.
A ação foi realizada em Minas Gerais, Brasília e Goiás.
Além do dinheiro, os agentes apreenderam relógios de luxo e outros materiais que poderão auxiliar nas investigações.
Segundo a PF, os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
Operação Galho Fraco II aprofunda investigação
A terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II, tem como foco pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados.
O parlamentar, no entanto, não é alvo desta etapa da investigação.
De acordo com os investigadores, a operação busca aprofundar a apuração sobre a origem de recursos encontrados em uma fase anterior da investigação.
Em dezembro do ano passado, durante diligências relacionadas ao caso, a PF apreendeu cerca de R$ 470 mil em dinheiro vivo em endereço ligado ao deputado.
Na ocasião, Sóstenes afirmou que o montante era um “recurso lícito” de venda de imóvel.
Entretanto, a Polícia Federal considera necessário verificar a veracidade dessa justificativa e realiza novas diligências para esclarecer a origem dos valores.

O que investiga a Operação Rent a Car?
A Operação Rent a Car foi deflagrada em 2024 para investigar suspeitas de desvio de verbas públicas destinadas ao custeio da atividade parlamentar.
Conforme a apuração, recursos da cota parlamentar teriam sido direcionados de forma irregular para uma empresa de locação de veículos.
A cota parlamentar corresponde ao valor mensal disponibilizado a deputados e senadores para custear despesas relacionadas ao exercício do mandato, como passagens aéreas, hospedagem, alimentação, manutenção de escritório e contratação de serviços.
Segundo a PF, a atual fase da investigação busca reunir novos elementos sobre a movimentação financeira dos investigados e a possível participação de pessoas ligadas ao parlamentar no suposto esquema.
Defesa do parlamentar
Em declaração à imprensa, Sóstenes Cavalcante informou que somente irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo da decisão judicial e às medidas adotadas na operação.
A Polícia Federal informou que ainda não concluiu a contagem do dinheiro apreendido durante a operação desta quarta-feira (1º).
O material recolhido passará por perícia e integrará o conjunto de provas analisadas no inquérito.
Veja:



