O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nesta segunda-feira (25), um tratamento de radioterapia superficial no couro cabeludo, como etapa complementar após a retirada de um câncer de pele diagnosticado na região.
A informação foi confirmada pelo Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, onde o procedimento está sendo realizado. Segundo a equipe médica, trata-se de uma medida preventiva, com o objetivo de reduzir o risco de retorno da doença.
A radioterapia foi indicada após a remoção, em abril, de um carcinoma basocelular, tipo mais comum de câncer de pele e geralmente associado à exposição prolongada ao sol.
De acordo com os médicos, a lesão era localizada e sem sinais de disseminação, o que indica um quadro de baixo risco.
A nova etapa do tratamento consiste em sessões direcionadas exclusivamente à área onde o tumor foi retirado.
Como funciona a radioterapia aplicada em Lula
A radioterapia utilizada no caso é considerada:
- Superficial e localizada
- Voltada apenas à região do couro cabeludo
- De caráter adjuvante (complementar)
Especialistas explicam que esse tipo de intervenção é comum quando há preocupação com possíveis células residuais após a cirurgia, especialmente em áreas delicadas, onde a retirada completa pode ser limitada.
Segundo o hospital, o presidente deverá realizar cerca de 15 sessões de radioterapia, distribuídas ao longo das próximas semanas.
A equipe médica informou ainda que o tratamento:
- Não provoca efeitos colaterais relevantes
- Não exige internação
- Permite a manutenção da agenda de trabalho
Na prática, Lula segue com compromissos oficiais normalmente enquanto realiza as aplicações.
O presidente já vinha sendo acompanhado por questões dermatológicas nos últimos meses.
Em fevereiro, passou por um procedimento simples para tratar uma queratose, alteração comum na pele causada pelo acúmulo de queratina.
Já em abril, a equipe médica optou pela retirada do tumor após identificar crescimento da lesão.
O carcinoma basocelular é considerado um tumor de baixo grau de agressividade, com altas taxas de cura quando tratado adequadamente.
Apesar disso, especialistas ressaltam que existe risco de recidiva local, o que justifica a adoção de terapias complementares como a radioterapia.
Após a conclusão do tratamento, a recomendação é de acompanhamento médico periódico, além de cuidados contínuos com a exposição solar.


