Câmara aprova regra que define quantidade mínima de cacau no chocolate

Proposta atualiza regras do setor, eleva exigências e busca alinhar o Brasil a padrões internacionais

A quantidade de cacau no chocolate do Brasil pode passar a seguir novos padrões legais. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que estabelece percentuais mínimos de cacau para diferentes tipos de chocolate. O texto agora retorna ao Senado para nova análise.

A proposta tem como objetivo regulamentar a composição dos produtos, melhorar a transparência para o consumidor e fortalecer a cadeia produtiva do cacau no país.

O projeto define critérios específicos para cada tipo de chocolate, elevando as exigências atuais em alguns casos.

Veja como ficam os mínimos estabelecidos:

  • Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau

  • Chocolate intenso: mínimo de 35% de sólidos totais de cacau

    • Sendo pelo menos 18% de manteiga de cacau

    • E 14% de sólidos isentos de gordura

  • Chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos totais de cacau

    • Com pelo menos 14% de sólidos de leite ou derivados

  • Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau

    • E 14% de sólidos totais de leite

Atualmente, a regulamentação da Anvisa exige apenas 25% de cacau para produtos classificados como chocolate, o que deve ser atualizado caso o projeto avance.

Durante a tramitação, houve alteração nos termos utilizados para classificar os produtos.

No Senado, o texto fazia referência a chocolate amargo e meio amargo. Já na Câmara, a nomenclatura foi ajustada para “chocolate intenso”.

Segundo o relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), a mudança busca:

  • Maior clareza para o consumidor

  • Padronização com expectativas de mercado

  • Melhor comunicação sobre concentração de cacau

A proposta também prevê regras mais claras sobre a forma como as informações devem aparecer nas embalagens.

Entre os principais objetivos do projeto estão:

  • Garantir informação adequada ao consumidor

  • Harmonizar a legislação brasileira com padrões internacionais

  • Estimular a qualidade dos produtos

  • Valorizar o cacau nacional

O projeto pode ter efeitos diretos na indústria e na produção de cacau no Brasil.

De acordo com o relator, a medida tem potencial para:

  • Fortalecer cadeias produtivas regionais

  • Estimular o crescimento do setor

  • Aumentar a competitividade internacional

  • Contribuir para a soberania econômica

A mudança também pode impactar fabricantes, que terão que adequar fórmulas e rotulagens para atender às novas exigências.

Apesar da aprovação na Câmara, o texto ainda precisa passar por nova análise no Senado.

Caso seja aprovado sem alterações, segue para sanção presidencial. Se houver mudanças, o projeto retorna novamente para avaliação dos deputados.

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