Curitiba é a melhor capital para viver no Brasil; Porto Velho fica em último, aponta ranking

Índice que avalia os mais de 5 mil municípios reforça disparidades regionais e mostra avanço tímido no país

Um novo levantamento sobre qualidade de vida nas cidades brasileiras escancara um padrão que se repete e persiste. No recorte das capitais, Curitiba aparece como a melhor colocada do país, enquanto Porto Velho ocupa a última posição.

Os dados fazem parte do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que avaliou os 5.570 municípios com base em 57 indicadores sociais e ambientais. O estudo é coordenado pelo Imazon em parceria com outras instituições.

Curitiba lidera entre capitais

Com 71,29 pontos, Curitiba mantém a liderança entre as capitais pelo segundo ano consecutivo. O desempenho consistente em diferentes áreas, especialmente em qualidade ambiental e infraestrutura urbana, ajuda a explicar o resultado.

Logo atrás aparecem:

  • Brasília – 70,73
  • São Paulo – 70,64
  • Campo Grande – 69,77
  • Belo Horizonte – 69,66

Mesmo entre as cidades mais bem avaliadas, o índice aponta fragilidades. No caso de Curitiba, especialistas destacam desafios relacionados à inclusão social, como o aumento de pessoas em situação de rua.

Porto Velho aparece na última posição

Na outra ponta do ranking, Porto Velho registra 58,59 pontos, ficando atrás de todas as demais capitais.

Também aparecem entre os piores desempenhos:

  • Macapá – 59,65
  • Maceió – 61,96
  • Salvador – 62,18

O padrão reforça um recorte regional: capitais do Norte e Nordeste concentram os índices mais baixos.

O ranking geral mostra uma divisão geográfica clara:

  • 19 das 20 melhores cidades estão no Sul e Sudeste
  • 18 das 20 piores ficam no Norte e Nordeste

No topo nacional, Gavião Peixoto (SP) lidera pelo terceiro ano seguido, com 73,10 pontos. Já Uiramutã (RR) aparece na última posição geral, com 42,44.

A diferença de desempenho não é pontual, ela se repete em praticamente todos os indicadores analisados.

O que o ranking mede e o que ele revela

O IPS não avalia riqueza econômica, como o PIB. A proposta é outra: medir se essa riqueza se traduz em qualidade real de vida.

O índice considera três dimensões principais:

  • Necessidades básicas (saúde, moradia, segurança)
  • Bem-estar (educação, meio ambiente, acesso à informação)
  • Oportunidades (direitos, inclusão social, acesso ao ensino superior)

Entre elas, o Brasil teve melhor desempenho em moradia, mas apresentou os piores resultados em direitos individuais e inclusão social.

A média nacional ficou em 63,40 pontos, um avanço discreto em relação aos anos anteriores.

Apesar de pequenas melhoras, o estudo aponta que o país ainda enfrenta dificuldades estruturais.

O progresso observado foi classificado como lento e desigual, com a maioria dos municípios avançando apenas um ou dois pontos no índice.

Ao mesmo tempo, áreas como inclusão social seguem em queda, indicando que o crescimento não está sendo distribuído de forma equilibrada.

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