Freira brasileira morre aos 116 anos e passa o título de mais velha do mundo

Inah Canabarro Lucas, religiosa das Irmãs Teresianas, faleceu em Porto Alegre após quase 117 anos de vida; legado inclui fé, educação e paixão pelo Internacional

A freira brasileira Inah Canabarro Lucas, até então considerada a pessoa mais velha do mundo, faleceu nesta quarta-feira (30), em Porto Alegre, aos 116 anos e 326 dias.

Nascida em 27 de maio de 1907, Inah atravessou o século XX e início do XXI, testemunhando transformações históricas e culturais que marcaram gerações.

Pertencente à Congregação das Irmãs Teresianas desde 1934, dedicou sua vida à fé, à educação e ao serviço comunitário. Foi professora e chegou a ter entre seus alunos o ex-presidente João Figueiredo.

Além da vida religiosa e pedagógica, Inah também cultivava paixões seculares: era torcedora fervorosa do Internacional, acompanhando com entusiasmo as conquistas do clube gaúcho.

Em 2018, ao completar 110 anos, Inah recebeu uma bênção especial do Papa Francisco, gesto que emocionou familiares, colegas de congregação e admiradores.

Sua longevidade impressionante a tornou referência nacional e internacional, sendo constantemente lembrada em reportagens sobre recordes humanos.

Com o falecimento da religiosa, o título de pessoa mais velha do mundo passa a ser da britânica Ethel Caterham, de 115 anos, residente em Surrey, no Reino Unido.

Caterham, que já figurava entre os nomes mais longevos reconhecidos, agora assume oficialmente a posição de decana da humanidade.

Brasil continua no Guinness

Apesar da perda de Inah, o Brasil segue em destaque nos registros de longevidade.

O cearense João Marinho Neto, de 112 anos, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o homem mais velho do mundo em vida. Sua marca reforça a presença brasileira nesse seleto grupo de recordistas.

A morte de Inah Canabarro Lucas não apenas encerra uma vida de mais de um século de dedicação religiosa e educacional, mas também reacende a reflexão sobre o papel da resiliência, da espiritualidade e dos laços comunitários na promoção de uma vida longa e significativa.

Descrita por familiares e colegas de congregação como afetuosa, resiliente e dedicada ao próximo, Inah deixa um legado de fé, simplicidade e humanidade. Sua trajetória inspira gerações que veem na sua vida uma síntese de valores como solidariedade, disciplina e amor ao aprendizado.

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