O Ministério da Saúde informou que não há nenhum caso confirmado de vírus Nipah no Brasil.
O esclarecimento foi divulgado após a circulação de informações falsas sobre a suposta presença da doença no país. O Nipah é um vírus que pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite, mas, segundo a pasta, não há registros nacionais até o momento.
De acordo com o ministério, o Brasil mantém protocolos permanentes de vigilância epidemiológica voltados a agentes altamente patogênicos.
A avaliação oficial é de que o risco de uma pandemia causada pelo vírus Nipah permanece baixo, posição que está em consonância com os pareceres da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Situação internacional do vírus Nipah
Segundo a OMS, o surto recente registrado na Índia está praticamente encerrado.
Foram confirmados apenas dois casos, ambos em trabalhadores da área da saúde. As 198 pessoas que tiveram contato com os infectados foram identificadas, testadas e apresentaram resultado negativo.
O último caso registrado no país ocorreu em 13 de janeiro, indicando que o episódio se aproxima do fim do período de acompanhamento epidemiológico.
Em informe técnico mais recente, a organização voltou a classificar o risco global como baixo e destacou que não há registros de casos fora da região afetada.
Já em Bangladesh, a OMS confirmou, na sexta-feira (6), um caso do vírus que resultou na morte da paciente. As autoridades locais identificaram 35 contatos, que foram testados e seguem sob monitoramento, sem confirmação de novos casos até o momento.
Brasil e fatores de risco
O Ministério da Saúde também ressaltou que o vírus Nipah está associado a espécies específicas de morcegos que não existem no Brasil, o que reduz significativamente qualquer possibilidade de circulação do agente no território nacional neste momento.
O que é o vírus Nipah?
O vírus Nipah é classificado como um vírus zoonótico, ou seja, pode ser transmitido de animais para humanos.
Identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, tem como principal reservatório os morcegos frugívoros, conhecidos como morcegos-das-frutas.
Esses animais podem portar o vírus sem apresentar sintomas e eliminá-lo por meio da saliva, urina e fezes. Em humanos, a infecção pode evoluir de forma rápida e grave, atingindo principalmente os sistemas respiratório e nervoso central.
Há registros de transmissão associados ao consumo de frutas contaminadas, à ingestão de seiva crua de árvores e ao contato com animais intermediários, como porcos.
Investigações epidemiológicas também indicam a possibilidade de transmissão entre pessoas em situações específicas, especialmente em ambientes hospitalares, com contato próximo com secreções respiratórias.
Sintomas e monitoramento global
Os sintomas iniciais da infecção incluem febre, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e vômitos.
Em quadros mais graves, podem surgir confusão mental, convulsões, encefalite e insuficiência respiratória.
Por apresentar alta taxa de mortalidade, não haver vacina disponível e existir possibilidade de transmissão entre humanos em contextos específicos, o vírus Nipah continua sendo monitorado pelas autoridades de saúde internacionais, embora o risco atual seja considerado baixo.


