A polêmica sobre a ida de Ronaldo Fenômeno ao Corinthians, em 2008, voltou a ganhar destaque após uma entrevista recente do ex-jogador ao podcast Flow Sport Club.
Na conversa, Ronaldo afirmou que uma das maiores frustrações da sua carreira foi nunca ter vestido a camisa do Flamengo, clube em que chegou a treinar durante a recuperação de uma cirurgia, mas que, segundo ele, nunca lhe apresentou uma proposta formal.
As declarações, no entanto, irritaram o ex-presidente do Flamengo, Márcio Braga, que rebateu duramente a versão do craque em entrevista ao canal Antenados na Jogada.
Braga acusou Ronaldo de ser “mentiroso” e chegou a chamá-lo de “Flamengo falso”, alegando que o atacante havia prometido permanecer no clube, mas mudou de ideia dias depois.
“Ele ligou para mim: ‘Presidente, o Corinthians me quer, mas não vou. Sou Flamengo e quero ficar aqui’. Respondi: ‘Então vamos assinar o contrato’.
Dois dias depois, ele estava no Corinthians. Tão simples quanto isso”, declarou o ex-dirigente, visivelmente incomodado com a narrativa do Fenômeno.
A fala de Márcio Braga contradiz diretamente a versão de Ronaldo, que insiste que nunca recebeu proposta oficial para jogar pelo Rubro-Negro.
O episódio reacendeu um debate entre torcedores e especialistas sobre os bastidores daquela decisão, que até hoje desperta paixões.
Quando Ronaldo assinou com o Corinthians no fim de 2008, a notícia surpreendeu o mundo do futebol.
O atacante vinha de um longo período de recuperação e estava em baixa no cenário internacional, mas sua chegada ao clube paulista foi um divisor de águas, trazendo repercussão midiática e resultados esportivos.
Do lado flamenguista, a decepção foi enorme. Muitos torcedores acreditavam que, por treinar na Gávea e se declarar simpático ao clube, Ronaldo defenderia o Rubro-Negro.
A frustração, somada às declarações atuais, reforça como decisões do passado ainda reverberam no presente.
A troca de versões entre Ronaldo e Márcio Braga mostra que, mesmo mais de 15 anos depois, a história segue viva na memória de dirigentes, torcedores e do próprio jogador.
O episódio é mais um capítulo das relações intensas entre ídolos e clubes, em que promessas, expectativas e decisões podem gerar polêmicas duradouras.



