FPF bane seis torcidas organizadas do Corinthians após incidentes na final do Paulistão

Decisão atende recomendação do Ministério Público após uso de sinalizadores e fogos na Neo Química Arena; Gaviões da Fiel reage com “camisa da proibição”

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou nesta quarta-feira (2/4) a proibição da entrada de seis torcidas organizadas do Corinthians nos estádios do estado de São Paulo até o fim de 2025.

A medida foi tomada após recomendação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), em decorrência de incidentes registrados na final do Campeonato Paulista, no dia 27 de março, na Neo Química Arena.

As torcidas afetadas são: Gaviões da Fiel, Camisa 12, Fiel Macabra, Pavilhão 9, Estopim da Fiel e Coringão Chopp.

Durante a partida, torcedores utilizaram sinalizadores e lançaram fogos de artifício no gramado, o que causou interrupções no jogo e gerou riscos à segurança de atletas e do público presente.

Segundo a determinação, está vetada a entrada de qualquer vestimenta, bandeira ou objeto que identifique membros dessas torcidas.

A FPF informou que irá notificar os órgãos de segurança pública do estado para garantir a fiscalização e o cumprimento integral da medida ao longo das competições.

A decisão reforça a postura da federação de endurecer punições contra atos de violência e indisciplina dentro dos estádios.

Nos últimos anos, episódios semelhantes em jogos de grandes clubes paulistas têm motivado medidas rigorosas, sempre em parceria com o Ministério Público e as forças de segurança.

Em resposta imediata, a Gaviões da Fiel divulgou uma nota manifestando surpresa com a decisão e orientando seus associados a comparecerem aos jogos com a chamada “camisa da proibição” ou com camisas pretas do Corinthians, formando o que chamaram de “mar negro” nas arquibancadas.

A torcida também informou que o departamento jurídico já analisa o caso e poderá contestar judicialmente a medida.

Especialistas em segurança esportiva avaliam que a decisão é um recado firme da FPF para coibir excessos, mas levantam dúvidas sobre a eficácia da proibição na prática, já que os torcedores ainda poderão frequentar os jogos de maneira individual, sem identificação das organizadas.

O episódio reacende o debate sobre a violência nos estádios brasileiros e os desafios das entidades esportivas em equilibrar o direito de torcer com a necessidade de garantir segurança e ordem nos eventos esportivos.

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