Brasil lança música para a Copa com Ludmilla, Zeca Pagodinho, João Gomes e mais

Faixa reúne artistas de diferentes estilos e será tocada nos estádios durante jogos da Seleção no Mundial

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou o lançamento de “Bate no Peito” como a música oficial da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.

A faixa reúne um elenco que atravessa gerações e estilos da música nacional, com participação de Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veigh, além de produção assinada por Papatinho.

A proposta da música segue uma lógica já conhecida em Copas anteriores: transformar o torneio em um momento de identidade coletiva (sonora, inclusive).

Neste caso, a escolha de nomes de diferentes gêneros, do pagode ao funk, passando pelo piseiro e pop, tenta sintetizar a diversidade cultural brasileira em uma única faixa.

Mais do que um hit, a música surge como um elemento de mobilização simbólica da torcida.

A iniciativa faz parte de uma ação da FIFA que permite que cada seleção tenha sua própria música oficial durante o torneio.

No caso do Brasil, “Bate no Peito” será executada em momentos específicos nos estádios onde a equipe jogar, funcionando como trilha de ambientação e incentivo à torcida. Ouça:

Além do uso institucional, a canção também deve circular fora dos jogos, impulsionada por plataformas digitais e ações promocionais ligadas à Seleção.

Outro ponto associado ao lançamento é o destino dos valores arrecadados.

Os royalties da música serão direcionados ao Instituto Fome de Música, que converterá os recursos em doações de alimentos, ampliando o alcance social da iniciativa.

A edição de 2026 marca mudanças estruturais no formato do torneio, incluindo a realização em três países, Estados Unidos, Canadá e México, e a adoção de múltiplas cerimônias de abertura.

Entre as atrações confirmadas está Anitta, que participará de uma das apresentações oficiais antes do início da competição.

Historicamente, músicas de Copa funcionam como termômetro do momento cultural do país, nem sempre com unanimidade, mas quase sempre com alto alcance.

“Bate no Peito” chega nesse contexto: menos como consenso e mais como tentativa de capturar um Brasil múltiplo, em um momento em que a Seleção busca reconectar narrativa, torcida e resultado dentro de campo.

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