Com dor na coxa, Messi deixa jogo do Inter Miami antes da Copa do Mundo

Craque argentino saiu no segundo tempo após incômodo muscular, mas comissão técnica descarta, por ora, lesão mais grave

A poucos dias da Copa do Mundo de 2026, Lionel Messi deixou o campo com dores na coxa durante a vitória do Inter Miami por 6 a 4 sobre o Philadelphia Union, neste domingo (24), acendendo um sinal de alerta na seleção argentina.

O atacante foi substituído aos 28 minutos do segundo tempo após sentir um incômodo na parte posterior da coxa, logo depois de uma cobrança de falta. A partida marcou sua última atuação antes da apresentação à seleção para a disputa do Mundial.

A saída de Messi gerou apreensão imediata, principalmente pelo timing, a menos de três semanas da estreia da Argentina na Copa.

Ainda não há diagnóstico oficial sobre a condição física do jogador. Segundo o técnico do Inter Miami, Guillermo Hoyos, a decisão de substituí-lo foi preventiva.

Ele estava realmente sofrendo de fadiga. O campo estava pesado e, na dúvida, preferimos não correr riscos”, afirmou o treinador após a partida.

Apesar da tentativa de tranquilizar, o episódio coloca em evidência um ponto sensível: a carga física do jogador em meio ao calendário da Major League Soccer.

Messi vinha sendo titular e atuando com frequência na liga norte-americana, que agora entra em pausa para a realização da Copa do Mundo, sediada por Estados Unidos, Canadá e México.

A comissão técnica do clube ainda aguarda exames para confirmar se o desconforto foi apenas fadiga muscular ou se há alguma lesão mais relevante.

Convocado por Lionel Scaloni na pré-lista de 55 jogadores, Messi é peça central na tentativa da Argentina de defender o título conquistado no Catar, em 2022.

A lista final com 26 nomes precisa ser definida até 1º de junho. A estreia da seleção está marcada para o dia 16 de junho, contra a Argélia, em Kansas City.

A poucos dias da convocação definitiva, qualquer problema físico envolvendo o camisa 10 ganha peso estratégico, tanto para o planejamento da equipe quanto para as expectativas do torneio.

Internamente, a tendência é de cautela. Substituições preventivas são comuns em momentos decisivos da temporada, especialmente quando envolvem jogadores de alto impacto.

Ainda assim, a ausência de um boletim médico detalhado mantém o cenário em aberto.

Por ora, o discurso é de controle de carga. Mas, em se tratando de Messi (e de uma Copa do Mundo), qualquer sinal, por menor que seja, vira motivo de atenção.

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