A CBF formalizou um protesto à Fifa após o gol anulado de Vini Jr na vitória do Brasil sobre a Escócia, na última quarta-feira (25), pela Copa do Mundo de 2026. Apesar do placar de 3 a 0, a arbitragem do jogo virou alvo de contestação da entidade brasileira.
O lance ocorreu aos 21 minutos do primeiro tempo, quando o Brasil já vencia por 1 a 0. Vini Jr recuperou a bola na entrada da área e finalizou para o gol, ampliando o placar. No entanto, após revisão do VAR, o árbitro mexicano César Ramos decidiu invalidar o lance ao marcar falta do atacante.
A decisão provocou reação imediata da comissão técnica e dos jogadores. O técnico Carlo Ancelotti demonstrou irritação à beira do campo, enquanto dirigentes da CBF passaram a discutir a possibilidade de contestação formal.
O protesto foi oficializado por meio de um documento assinado pelo presidente da CBF, Samir Xaud, e encaminhado ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Na mensagem, a entidade brasileira argumenta que o VAR deve ser utilizado apenas em casos de erro claro e questiona a interpretação do árbitro no lance. A CBF também sugere que César Ramos não seja escalado para futuras partidas da Seleção Brasileira.
A anulação do gol gerou debate entre especialistas e repercutiu nas redes sociais. A principal discussão gira em torno da interpretação do contato na origem da jogada, considerado suficiente pelo árbitro para marcar falta.
Internamente, a avaliação da comissão técnica brasileira é de que a decisão teve impacto direto na dinâmica do jogo, mesmo com a vitória confortável no placar final.
Apesar da polêmica, o resultado garantiu mais três pontos à Seleção, que segue na disputa do Mundial. O próximo compromisso será contra o Japão, na segunda-feira, pela fase eliminatória da competição.
O episódio reforça a pressão sobre o uso do VAR na Copa do Mundo, tecnologia que segue sendo alvo de questionamentos mesmo após anos de implementação no futebol internacional.


