A ausência de jogadores de Palmeiras e São Paulo na lista inicial da Seleção Brasileira para a próxima Copa do Mundo colocou o técnico Carlo Ancelotti diante de um tabu histórico.
Em todas as cinco conquistas mundiais do Brasil, ao menos um atleta dos dois clubes paulistas esteve presente entre os convocados.
A coincidência passou a ser lembrada por torcedores e internautas após a divulgação dos nomes escolhidos pelo treinador italiano no noite de segunda-feira (18).
Caso o Brasil conquiste o título sem representantes das duas equipes, será a primeira vez que isso acontecerá na história das Copas.
Em 1958, o São Paulo teve De Sordi, Mauro e Dino Sani no elenco campeão, enquanto o Palmeiras foi representado por Mazolla.
Quatro anos depois, em 1962, Bellini e Jurandir defendiam o clube do Morumbi, enquanto Djalma Santos, Zequinha e Vavá atuavam pelo time alviverde.
Na campanha do tricampeonato, em 1970, o técnico Mário Zagallo convocou os palmeirenses Emerson Leão e Baldocchi, além do meio-campista Gérson, então jogador do São Paulo.

Palmeiras e São Paulo repetiram presença nos títulos recentes
O padrão voltou a se repetir em 1994. Na conquista do tetracampeonato, os palmeirenses Mazinho e Zinho estiveram na lista de Carlos Alberto Parreira, ao lado dos são-paulinos Cafu, Muller, Zetti e Leonardo.
Já em 2002, último título mundial da Seleção, o goleiro Marcos representava o Palmeiras. O São Paulo teve Rogério Ceni, Belletti e Kaká entre os campeões.
Apesar da coincidência, a presença de atletas dos dois clubes não garantiu conquistas em todas as edições. Em 1950, 1954, 1974, 1978 e 1986, a Seleção também contou com jogadores de Palmeiras e São Paulo, mas não levantou a taça.
Internautas também passaram a citar o atacante Endrick nas redes sociais. O jogador de 19 anos, atualmente no Real Madrid, foi formado nas categorias de base do Palmeiras e teve passagem pelo São Paulo ainda na infância.
Ou seja, apesar de não ter jogadores dos times paulista, a seleção brasileira tem Endrick, um jogador que passou tanto pelo São Paulo quanto pelo Palmeiras em sua formação. Logo, levando em consideração o tabu histórico, o Brasil pode sim ganhar o hexa na Copa de 2026.

Botafogo lidera ranking de jogadores cedidos à Seleção
Outro levantamento lembra que o Botafogo é o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Com a convocação de Danilo Santos, o número chegou a 48 atletas.
O clube carioca teve representantes em três campanhas vitoriosas: 1958, 1962 e 1970.
Nas duas primeiras, Nilton Santos, Didi e Garrincha eram titulares. Em 1962, Zagallo e Amarildo também integraram o grupo campeão.
O Vasco da Gama aparece logo atrás, com 41 jogadores convocados ao longo da história das Copas. O clube participou diretamente de duas conquistas: em 1958, com Bellini, Orlando e Vavá, e em 1994, com Ricardo Rocha.
Clubes tradicionais e curiosidades históricas
Entre os casos curiosos, aparecem Portuguesa e Bangu, que tiveram jogadores campeões mundiais mesmo sem protagonismo nacional recente.
A Portuguesa contou com Djalma Santos em 1958, Jair da Costa em 1962 e Zé Maria em 1970.
Já o Bangu foi representado por Zózimo nas campanhas de 1958 e 1962.
Por outro lado, dois campeões brasileiros nunca tiveram atletas em elencos campeões mundiais da Seleção: Coritiba e Bahia.
Segundo o levantamento, os clubes também nunca tiveram jogadores inscritos em Copas do Mundo pelo Brasil.
E aí, será que o hexa vem?


