Brasil define porta-bandeiras para a abertura dos Jogos de Inverno 2026

Esquiador alpino lidera a delegação em Milão, enquanto atleta do skeleton carrega a bandeira em Cortina D’Ampezzo

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) definiu os porta-bandeiras da delegação brasileira para a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano Cortina 2026, marcada para esta sexta-feira, 6 de fevereiro, a partir das 16h (horário de Brasília).

De forma inédita, a abertura será dividida entre dois polos. Em Milão, no Milano San Siro Olympic Stadium, o responsável por conduzir a bandeira do Brasil será Lucas Pinheiro Braathen.

Já em Cortina D’Ampezzo, uma das sedes históricas dos esportes de inverno, a missão caberá à atleta do skeleton Nicole Silveira.

Além de Milão e Cortina, a cerimônia contará com eventos paralelos em Livigno e Predazzo, cidades que também recebem provas do calendário olímpico.

Conheça os porta-bandeiras brasileiros dos Jogos de Inverno 2026

Aos 25 anos, Lucas Pinheiro Braathen chega aos Jogos como principal nome brasileiro no esqui alpino.

Especialista em slalom e slalom gigante, modalidades que exigem extrema precisão técnica em descidas de alta velocidade, o atleta figura entre os candidatos a uma medalha inédita para o Brasil em esportes de inverno.

Nascido de mãe brasileira e pai norueguês, Lucas disputou os Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022 representando a Noruega. Agora, em Milano Cortina 2026, ele vive sua primeira Olimpíada defendendo oficialmente o Brasil.

Entre os principais marcos da carreira estão:

  • Campeão geral da Copa do Mundo na temporada 2022–23

  • Retorno às competições em 2024, já com as cores brasileiras

  • 10 pódios no circuito mundial desde então

  • Vitória na etapa de Levi, na Finlândia, nesta temporada

Fluente em português e com vínculos frequentes com o país, Lucas compete nos dias 14 e 16 de fevereiro.

Em Cortina D’Ampezzo, a liderança simbólica da delegação ficará com Nicole Silveira, de 31 anos, natural de Rio Grande (RS).

A atleta se mudou ainda jovem para o Canadá e construiu uma trajetória esportiva diversa antes de se dedicar ao skeleton, a partir de 2017.

Na modalidade, os atletas descem uma pista de gelo de bruços, sobre um trenó estreito, alcançando velocidades superiores a 100 km/h.

Principais resultados de Nicole:

  • 13º lugar em Beijing 2022, melhor resultado do Brasil no skeleton em Jogos Olímpicos de Inverno

  • 3 medalhas em etapas da Copa do Mundo

  • 4º lugar no Mundial de 2025

Nicole divide a estrutura técnica com a belga Kim Meylemans, sua esposa e atual campeã geral da Copa do Mundo, em um projeto esportivo conjunto entre Brasil e Bélgica.

Ela também integra o programa de Solidariedade Olímpica do Comitê Olímpico Internacional, que oferece suporte financeiro aos atletas ao longo do ciclo olímpico.

A brasileira compete nos dias 13 e 14 de fevereiro, sendo responsável por abrir oficialmente a participação do Brasil nas competições de Milano Cortina 2026.

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