Virginia Fonseca vira alvo de nova investigação da Polícia Federal, diz revista

Segundo informações da Revista Piauí, relatórios financeiros motivaram apuração sobre empresas e movimentações da influenciadora

Virginia Fonseca passou a ser investigada pela Polícia Federal após o surgimento de questionamentos sobre movimentações financeiras envolvendo suas empresas.

Segundo informações da ‘Revista Piauí’, a apuração busca esclarecer a legalidade de operações financeiras, a origem de recursos movimentados e a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro.

A investigação tem como base informações reunidas durante a CPI das Bets e relatórios produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O caso ganhou repercussão após a análise de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), documentos examinados durante os sete meses de funcionamento da comissão parlamentar.

Embora o relatório final da CPI tenha sido rejeitado pelo Senado, os dados levantados continuaram sob análise de órgãos de investigação.

Durante seu depoimento à CPI das Bets, Virginia negou ter obtido ganhos relacionados às perdas de apostadores em plataformas de apostas online.

Na ocasião, declarou: “Nunca recebi 1 real a mais do que o contrato de publicidade que fiz por dezoito meses”.

Também afirmou: “Era um valor fixo. Se eu dobrasse o lucro, eu receberia 30% a mais da empresa, mas isso não chegou a acontecer.”

Investigação envolve movimentações financeiras

Um dos pontos analisados envolve a Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora e ao cantor Zé Felipe, ex-marido dela.

De acordo com as informações divulgadas, a companhia recebeu R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024.

Desse montante, R$ 17,7 milhões teriam sido transferidos por uma única empresa, a AMP Pay Marketing e Negócios, por meio de cinco operações via Pix.

A movimentação chamou atenção devido ao enquadramento tributário da empresa remetente, registrada no regime do Simples Nacional.

Os relatórios apontam ainda questionamentos sobre a capacidade financeira da empresa para realizar transferências de grande porte.

Essas informações passaram a integrar o conjunto de dados analisados pelas autoridades.

Virginia-Wepink
Foto: Reprodução/Instagram

CPI das Bets e contratos publicitários

A participação de Virginia na CPI das Bets ocorreu após reportagens revelarem detalhes de contratos publicitários firmados com casas de apostas.

Um dos temas discutidos foi a existência de cláusulas que previam remuneração vinculada ao desempenho financeiro das plataformas.

O parecer final da CPI, elaborado pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), sugeria o indiciamento de 16 pessoas, incluindo Virginia Fonseca.

No entanto, o relatório foi rejeitado pelo Senado em junho de 2025, tornando-se o primeiro parecer final de uma CPI rejeitado pela Casa na última década.

Origem da Wepink tem ligação com ex-sócia, a “Japa do PCC”

A reportagem da ‘Revista Piauí’ também aborda a trajetória empresarial da influenciadora, incluindo a expansão da Wepink, marca de cosméticos da qual é sócia.

A Wepink, considerada o principal empreendimento de Virginia Fonseca, tem uma trajetória empresarial anterior à entrada da influenciadora no negócio.

A marca surgiu a partir de uma parceria entre os empresários Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, que já atuavam no setor de beleza por meio da Pink Lash, especializada em sobrancelhas e cílios.

A empresa teve entre suas sócias a enfermeira Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC” por seu vínculo familiar com um integrante da organização criminosa.

Karen foi apontada em investigações policiais por lavagem de dinheiro e era viúva de um dos líderes da facção criminosa, o Primeiro Comando da Capital.

Após o encerramento dessa sociedade, Samara e Stabile fundaram a Wepink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan.

Em 2025, a Wepink alcançou faturamento de impressionantes R$ 1,3 bilhão.

Com mais de 56 milhões de seguidores no Instagram, Virginia é considerada hoje a maior influenciadora do país.

Apesar da rejeição do relatório da CPI das Bets pelo Senado, os dados financeiros levantados durante as investigações seguem sob análise da Polícia Federal, que busca esclarecer a regularidade das operações e movimentações financeiras identificadas nos relatórios.

Confira o vídeo divulgado pela ‘Revista Piauí:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.