O episódio envolvendo Ed Motta ganhou novos desdobramentos após a repercussão de uma briga em um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro. O cantor foi intimado a prestar depoimento, enquanto o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.
A ocorrência foi registrada na 15ª DP (Gávea) e envolve relatos de agressões físicas, danos materiais e acusações de ofensas de cunho discriminatório.
Segundo relatos reunidos pela investigação, o desentendimento teve início após uma discussão sobre a cobrança da chamada taxa de rolha, valor cobrado por restaurantes para servir bebidas levadas pelos clientes.
De acordo com os proprietários do restaurante Grado, o grupo que acompanhava o artista reagiu de forma agressiva à negativa de cortesia. Em nota, o estabelecimento afirma que houve xingamentos, intimidação e comportamento violento direcionado a funcionários e clientes.
Entre os episódios relatados estão o arremesso de uma cadeira e a escalada de tensão entre mesas próximas.
A situação evoluiu para violência física. Um cliente de 28 anos foi atingido por um soco e, ao tentar deixar o local, acabou ferido por uma garrafa de vidro arremessada, sofrendo um corte na cabeça que exigiu seis pontos.
A vítima foi atendida no Hospital Samaritano e, em seguida, registrou ocorrência policial. Sua defesa afirma que o cliente não reagiu às agressões e cobra responsabilização dos envolvidos.
As investigações indicam que o principal agressor teria sido um terceiro integrante do grupo, identificado como advogado.
Um funcionário do restaurante, ouvido em reportagem exibida na TV, afirmou que houve ofensas de caráter xenofóbico, incluindo o uso de termos pejorativos contra nordestinos.
Os donos do estabelecimento reforçaram essa versão, citando ainda insinuações relacionadas à orientação sexual de membros da equipe.
Ed Motta confirmou que houve um momento de descontrole, mas apresentou uma versão diferente dos fatos. Segundo ele, estava sob efeito de álcool, se irritou durante a discussão e jogou uma cadeira no chão, negando que tenha direcionado o objeto contra alguém.
O artista afirmou que deixou o restaurante antes da escalada da violência e disse que imagens de câmeras de segurança podem esclarecer o ocorrido.
Ele também alegou que integrantes de seu grupo teriam sido alvo de ofensas por outros clientes, incluindo comentários xenofóbicos e homofóbicos.
O caso provocou forte reação nas redes sociais, com críticas ao comportamento atribuído ao cantor. Até o momento, ele não comentou o episódio em seus perfis públicos.
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando imagens do local. Os envolvidos devem prestar depoimento ao longo da semana.
O episódio expõe um cenário de versões conflitantes, enquanto a apuração busca esclarecer responsabilidades em um caso que mistura agressão, possível discriminação e desordem em ambiente público.


