O orçamento de Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem chamado atenção por um motivo pouco comum no cinema brasileiro: o tamanho do investimento.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a produção teria um custo estimado em US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões), valor que supera o orçamento de 15 dos últimos 20 vencedores do Oscar de Melhor Filme.
O montante coloca o longa em um patamar raro, especialmente quando comparado a produções premiadas internacionalmente.
Entre os filmes que custaram menos do que “Dark Horse” estão:
- “Moonlight” – US$ 1,5 milhão
- “Nomadland” – US$ 5 milhões
- “Parasita” – US$ 11,4 milhões
- “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” – US$ 20 milhões
Ou seja, com o valor destinado ao filme brasileiro, seria possível financiar diversas produções independentes que marcaram o cinema recente.
De acordo com reportagens, o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o projeto.
Parte do valor (cerca de R$ 62 milhões) chegou a ser repassada, mas os pagamentos teriam sido interrompidos após a crise envolvendo a instituição financeira ligada ao empresário.
O filme é estrelado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por papéis como em “A Paixão de Cristo”, e tem direção de Cyrus Nowrasteh.
Produzido em inglês e com elenco internacional, o longa tem estreia prevista para 11 de setembro de 2026, poucas semanas antes do primeiro turno das eleições presidenciais.
O projeto vem sendo tratado não apenas como uma produção cinematográfica, mas também como uma peça com forte carga simbólica.
Além do orçamento elevado, o timing de lançamento e a forma de financiamento colocam “Dark Horse” no cruzamento entre indústria cultural e estratégia política, ampliando o debate em torno da obra antes mesmo de sua estreia.


