A NASA desmentiu nesta quarta-feira (16) que a mineira Laysa Peixoto, 22 anos, tenha qualquer vínculo como astronauta ou funcionária.
A agência espacial esclareceu que o Programa L’Space, no qual a jovem participou, é apenas um workshop voltado a estudantes, sem afiliação formal com missões ou com o quadro de profissionais da instituição.
Laysa ganhou repercussão nas redes ao se apresentar como “astronauta de carreira” e afirmar que teria concluído treinamento em 2022, com participação prevista na missão inaugural da Titans Space em 2029.
A própria Titans confirmou o nome dela, mas especialistas notaram que a brasileira não aparece na equipe técnica oficial e que a empresa ainda não possui licença da FAA (Federal Aviation Administration) para voos tripulados.
Outro ponto que levantou dúvidas foi o currículo acadêmico. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) confirmou que Laysa está desligada desde 2023, e a Universidade Columbia, em Nova York, negou qualquer registro da estudante.
O histórico conflita com a imagem pública que ela vinha construindo.
Diante da repercussão negativa, Laysa excluiu seu perfil no LinkedIn, onde usava os títulos de astronauta e pesquisadora, após uma série de questionamentos sobre a veracidade das informações.
O caso reforça a necessidade de checagem e transparência em tempos de exposição digital acelerada, em que títulos acadêmicos e vínculos institucionais podem ser usados para gerar notoriedade sem respaldo oficial.



