Oriente Médio entra em alerta após nova troca de ataques entre EUA e Irã

Ofensiva norte-americana teria atingido mais de 80 alvos; forças iranianas responderam com mísseis e drones

Estados Unidos e Irã haviam firmado, em 17 de junho, um acordo de paz que previa o fim imediato do conflito. No entanto, nesta terça-feira (7), as Forças Armadas norte-americanas voltaram a atacar alvos em território iraniano, após acusarem Teerã de realizar ofensivas contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Horas depois, forças iranianas anunciaram ataques com mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait, ampliando a tensão na região.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que a ofensiva ocorreu após “ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz”.

Segundo autoridades norte-americanas, mais de 80 alvos teriam sido atingidos.

Entre as estruturas atacadas estariam sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, radares costeiros, mísseis terra-ar, mísseis de cruzeiro antinavio e bases utilizadas para o lançamento de drones.

Apesar disso, Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (8) que não acha que a guerra com o Irã recomeçará, mesmo com a troca de ataques entre os países.

Confira:

Ataques dos EUA ao Irã atingem região costeira

O CENTCOM acusou Teerã de violar o cessar-fogo com uma agressão “injustificada”.

Em outra declaração, o comando militar norte-americano classificou as ações iranianas como perigosas e afirmou que a ofensiva buscava impor custos ao país pelos ataques contra embarcações civis em uma rota internacional.

A extensão dos danos provocados pelos ataques dos EUA ao Irã ainda não foi confirmada de forma independente.

A mídia iraniana informou que seis projéteis atingiram a área do cais de Taheroui, em Sirik, no sul do país.

Também foram relatadas explosões em Sirik e nas ilhas de Qeshm e Kharg.

Até o momento, pelo menos oito militares iranianos morreram pela ofensiva norte-americana. Bombardeios atingiram mais de 80 alvos militares.

À CNN, um oficial dos Estados Unidos afirmou que os ataques “não são proporcionais”.

A autoridade acrescentou: “Isso é uma punição […] Não vai acabar tão cedo”.

Irã anuncia ataques no Bahrein e no Kuwait

Após a ofensiva norte-americana, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado uma operação conjunta com mísseis e drones contra instalações dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait.

Segundo as forças iranianas, os alvos incluíram instalações norte-americanas em Bandar Salman, no Quinto Distrito Naval do Bahrein, e a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. Sirenes de ataque aéreo foram acionadas nos dois países.

O Exército do Kuwait informou que suas defesas aéreas interceptaram mísseis e drones considerados “hostis”.

Até o momento, não há relatos confirmados de vítimas ou de danos materiais graves decorrentes dessas ações.

O Irã também afirmou ter derrubado um drone norte-americano MQ-9 Reaper que, segundo a versão divulgada pela emissora estatal Press TV, tentava interferir na operação militar no sul do país.

Os Estados Unidos ainda não haviam se manifestado oficialmente sobre essa alegação.

Teerã promete resposta e acusa violação de acordo

O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando militar iraniano, classificou os ataques norte-americanos como um “ato flagrante de agressão”.

As forças do país também prometeram uma “resposta esmagadora” à ofensiva.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de violar o Memorando de Entendimento assinado no mês anterior para abrir negociações destinadas a encerrar a guerra, que, segundo o material disponível, dura quatro meses.

Em publicação no X, Qalibaf declarou: “Não vamos ceder”.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã também condenou a decisão dos Estados Unidos de revogar a licença que suspendia temporariamente sanções ao petróleo iraniano.

A medida ocorreu após os ataques contra três petroleiros no Estreito de Ormuz.

“O Irã emite um sério alerta sobre as consequências do descumprimento do tratado por parte dos Estados Unidos e tomará medidas decisivas para proteger seus interesses e sua segurança nacional”, publicou o Ministério em um comunicado publicado no Telegram pela agência de notícias Irib.

Veja uma postagem do presidente do Parlamento iraniano:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.