Um vídeo publicado pelo cabo Emerson Castro, do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM) de Londrina, no Paraná, viralizou nas redes sociais nesta semana.
No registro, o policial relata, com linguagem inusitada, uma ocorrência atendida na última sexta-feira (26), envolvendo um casal de adolescentes flagrado em uma sala de cinema da cidade.
Segundo o relato do próprio Castro, uma testemunha percebeu sons vindos do assento ao lado durante a exibição de um filme e registrou a cena em vídeo. Incomodada, a pessoa procurou a gerência do cinema para relatar o ocorrido, o que levou ao acionamento da Polícia Militar.
Os adolescentes foram identificados no local e os responsáveis legais foram chamados para acompanhar o restante do atendimento, conforme prevê o protocolo para casos que envolvem menores de idade.
O policial destacou ainda que o ambiente do cinema é monitorado por câmeras de segurança, tanto na entrada quanto no interior das salas.
Como o caso envolve pessoas menores de idade, a identidade dos dois adolescentes foi preservada. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, responsável por dar seguimento às medidas cabíveis.
O que chamou atenção não foi a ocorrência em si, mas a forma como o cabo Castro optou por narrá-la.
Em vez do relato seco e protocolar comum a esse tipo de publicação institucional, o policial recorreu a comparações inusitadas e vocabulário rebuscado para descrever o episódio, o que rendeu comentários, prints e até uma conta paródia no X (antigo Twitter) questionando se o autor do vídeo era “um policial ou um poeta barroco”.
O contraste entre o jargão técnico-policial e as construções mais próximas da crônica literária transformou uma nota de ocorrência comum em conteúdo compartilhável, típico do tipo de material que performa bem nas redes sociais atualmente: o inesperado dentro do formato institucional.
Fora da farda digital, Castro também é um influenciador consolidado. Seu perfil no Instagram reúne cerca de 63 mil seguidores, público construído a partir de vídeos sobre o cotidiano na PM, conteúdos de treino físico e registros ao lado de seus gatos.
A publicação sobre o caso do cinema, no entanto, é a que mais repercutiu até o momento, extrapolando a bolha de seguidores habituais e chegando a perfis de humor e a páginas de notícia.
Ao final do vídeo, o policial fez questão de reforçar o caráter educativo do relato, recomendando cautela e reforçando que a prática sexual entre menores de idade sem autorização dos responsáveis não é adequada, ainda que o teor do aviso tenha dividido opiniões pelo tom.
Confira:
⏯️ PARANÁ | PM detalha flagra de sexo no cinema: “Menores em coito heteroafetivo”
O cabo Emerson Castro publicou um vídeo em seu perfil nas redes sociais no qual relata como foi a abordagem. Caso aconteceu em Londrina (PR)
Leia na coluna de @mirelle_ap pic.twitter.com/sWBNrgG65y
— Metrópoles (@Metropoles) June 30, 2026


