Para manter rotina dos atletas, Noruega levou mais de uma tonelada de alimentos à Copa 2026

Seleção europeia aposta em cardápio personalizado e chefs próprios para preservar rotina e desempenho durante o Mundial

A dieta da Noruega na Copa chamou atenção fora das quatro linhas. Para disputar o Mundial de 2026, a seleção europeia levou mais de uma tonelada de alimentos próprios aos Estados Unidos, em uma estratégia para manter a rotina alimentar dos atletas durante a competição.

Entre os itens transportados estão 300 kg de peixe vermelho, 116 kg de queijo marrom (geitost) e cerca de 6.000 laranjas, utilizadas na produção de aproximadamente 15 litros de suco fresco por dia.

A operação foi planejada para atender uma delegação de mais de 60 pessoas, com quatro refeições diárias ao longo de todo o período da Copa, que pode se estender até julho, dependendo da campanha da equipe.

A escolha de levar alimentos típicos não é casual. A comissão técnica e os nutricionistas da seleção entendem que manter hábitos alimentares familiares ajuda diretamente no rendimento esportivo.

Segundo os responsáveis pela cozinha da equipe, a proposta é garantir:

  • Melhor adaptação ao ambiente fora do país
  • Qualidade no sono dos atletas
  • Manutenção da concentração durante os jogos

O cardápio foi desenvolvido por três chefs noruegueses (Christian Karlsson, Eirik Tufte e Aron Espeland) que acompanham a delegação durante o torneio.

Instalada na Carolina do Norte durante a fase de grupos, a Noruega também precisou ajustar o planejamento alimentar às condições climáticas locais.

Os chefs já preveem temperaturas superiores a 35°C, o que influencia diretamente na escolha dos pratos e na forma de preparo dos alimentos. A prioridade passa a ser refeições mais leves e com maior capacidade de hidratação.

A prática de levar alimentos do próprio país não é inédita para a Noruega. Em competições anteriores, como Jogos Olímpicos, a delegação já adotou estratégia semelhante.

A ideia central é reduzir impactos da mudança de ambiente e evitar adaptações bruscas na alimentação, fator considerado crucial em competições de alto nível.

A Noruega iniciou sua participação na Copa enfrentando o Iraque, pelo Grupo I, que também conta com França e Senegal.

A aposta em um cardápio próprio se soma a outras estratégias da comissão técnica para buscar desempenho competitivo em um torneio marcado por exigência física e mental elevada.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Envie sua notícia!

Participe do OCorre enviando notícias, fotos ou vídeos de fatos relevantes.
Preencha o formulário abaixo e, após verificação de nossa equipe, seu conteúdo poderá ser publicado.