Um desfile realizado em Seul, na Coreia do Sul, levou à passarela uma cena que parece saída da ficção científica: robôs humanoides desfilando lado a lado com modelos humanos. O evento aconteceu em 28 de maio e chamou atenção ao misturar moda e tecnologia em um mesmo espaço.
Organizado pela empresa de tecnologia e entretenimento Galaxy Corporation, o desfile teve como proposta central provocar uma reflexão direta: como humanos e robôs podem coexistir no futuro.
Na prática, a ideia ganhou forma com uma coreografia visual bem definida. Cada modelo humano era acompanhado por um andróide vestido com peças semelhantes, criando uma espécie de “dupla” entre homem e máquina ao longo da apresentação.
As roupas apresentadas no desfile apostaram em uma mistura de referências. Entre os destaques estavam:
- Vestidos de seda com cortes fluidos
- Calças largas com estética espacial
- Elementos inspirados no visual de David Bowie nos anos 1970
A proposta visual combinava futurismo e nostalgia, criando uma narrativa estética que dialoga tanto com o passado quanto com projeções do que pode vir.
As peças foram adaptadas para os corpos dos robôs, o que exigiu ajustes técnicos para acomodar as estruturas mecânicas dos andróides, um detalhe que reforça o cruzamento entre design de moda e engenharia.
Mais do que um espetáculo visual, o desfile foi pensado como um experimento simbólico. Ao colocar robôs ocupando o mesmo espaço que humanos, o evento levanta questões que já começam a aparecer fora das passarelas.
Veja:
COREA DEL SUR / 01 DE JUNIO DE 2026.
La empresa Galaxy Corporation presentó en Seúl un desfile de moda con IA física, donde robots humanoides desfilaron junto a modelos profesionales luciendo atuendos de alta costura.pic.twitter.com/qCXvwn5I4n
— Crónica Mundial 🇸🇻 🌎 (@CronicaMundial_) June 1, 2026
A presença crescente da inteligência artificial e da robótica em áreas criativas tem provocado discussões sobre:
- Substituição ou colaboração entre humanos e máquinas
- Limites da automação em atividades artísticas
- Novos formatos de expressão estética com tecnologia
Nesse contexto, a moda surge como um território fértil para testar essas possibilidades, justamente por sua capacidade de traduzir comportamento, cultura e transformação.
A Galaxy Corporation informou que pretende transformar a experiência em produto. As peças exibidas no desfile devem ser lançadas até o fim do ano sob a marca “MACH 33”, ampliando o alcance do conceito apresentado na passarela.
O movimento indica que a proposta não se limita a um experimento visual, mas faz parte de uma estratégia que conecta tecnologia, design e mercado.
Ao levar robôs para o centro da passarela, o desfile em Seul não apenas apresentou roupas, ele colocou em cena uma pergunta que vai além da moda: qual será o papel das máquinas nos espaços tradicionalmente humanos?


