O ex‑presidente Fernando Collor de Mello foi preso na madrugada desta sexta-feira (25 de abril de 2025), em Maceió (AL), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A prisão preventiva foi decretada após a defesa ter todos os recursos negados, com a decisão publicada horas antes do cumprimento da ordem .
O mandado foi executado por volta das 4h da manhã, no aeroporto de Maceió, enquanto Collor aguardava para embarcar com destino a Brasília, onde, conforme a defesa, ele pretendia se entregar voluntariamente.
O ex-mandatário foi condenado em maio de 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão em regime inicialmente fechado, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo propinas que totalizariam cerca de R$ 20 milhões entre 2010 e 2014 em contratos com a antiga BR Distribuidora.
Após os procedimentos na Polícia Federal e no IML, Collor foi conduzido ao presídio Baldomero Cavalcante de Oliveira, em Alagoas .
Com essa prisão, Collor se torna o terceiro ex-presidente preso desde a redemocratização, seguindo Lula e Michel Temer nesse contexto.
Uma sessão virtual foi agendada para o mesmo dia, entre 11h e 23h59, com o objetivo de confirmar a execução da pena. O caso envolvendo Collor também movimentou o plenário físico da Corte, diante da relevância e repercussão do tema.
A prisão reforça a mensagem de que nenhum indivíduo está acima da lei, independentemente do cargo que tenha ocupado. Collor, eleito em 1989 como primeiro presidente após o regime militar, agora retorna ao protagonismo jurídico, mas sob condições muito diferentes.



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